MATO GROSSO

Assassino é condenado a 225 anos por chacina da família de Sorriso

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O réu Gilberto dos Anjos Rodrigues foi condenado a 225 anos de prisão em regime fechado pela chacina da família Calvi Cardoso, ocorrida em novembro de 2023, em Sorriso (420 km de Cuiabá). O júri popular, realizado nesta quinta-feira (7), o considerou culpado por estupro, estupro de vulnerável e feminicídio contra Cleci Calvi Cardoso e suas filhas Miliane, 19, Manuela, 13, e Melissa, 10 anos. O julgamento durou cerca de 10 horas e foi presidido pelo juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso.

O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino afirmou que Gilberto “subtraiu 229 anos de vida” das vítimas e o classificou como “o monstro de Sorriso” e “um ser demoníaco”. Segundo a acusação, o crime foi premeditado: o réu teria monitorado a rotina da família, estudado a residência e planejado com frieza a execução. Provas e imagens da cena do crime apresentadas durante o julgamento levaram familiares a deixar a sessão.

A defesa, feita pelo defensor público Ewerton Nóbrega, contestou parte das qualificadoras e pediu que o crime fosse enquadrado como “vilipêndio ao cadáver” em vez de estupro de vulnerável, alegando inconclusão sobre se as vítimas estariam vivas no momento da violência sexual. Já o advogado assistente de acusação, Conrado Pavelski Neto, defendeu a condenação máxima, ressaltando provas de resistência das vítimas.

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Além deste crime, Gilberto acumula outras condenações por assassinato e tentativa de homicídio em Lucas do Rio Verde e Mineiros (GO). Em maio deste ano, recebeu pena de 17 anos pelo homicídio do jornalista Osni Mendes Araújo, e, em março, foi condenado a 22 anos por estupro, tentativa de feminicídio e lesão corporal em Lucas do Rio Verde.

O caso ocorreu na madrugada de 24 para 25 de novembro de 2023, quando Gilberto invadiu a casa da família. O pai das meninas, Regivaldo Batista Cardoso, estava em viagem e acionou a polícia após perder contato com a esposa e filhas. Os corpos foram encontrados dois dias depois com sinais de violência sexual, exceto a filha mais nova. Na época, o réu trabalhava em uma obra ao lado da residência e confessou o crime na delegacia.

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