Na última segunda-feira (14), 71 aparelhos celulares foram apreendidos na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, evidenciando a persistente entrada de eletrônicos na unidade.
Apesar das ações de fiscalização, o supervisor do grupo de Fiscalização e Monitoramento do Sistema Prisional, Orlando Perri, alerta que os detentos ainda conseguem adquirir celulares por valores que variam de R$ 5 mil a R$ 20 mil. Para Perri, a corrupção no sistema prisional só poderá ser minimizada com um reforço na fiscalização.
As revistas periódicas realizadas em celas e áreas comuns têm demonstrado falhas significativas, permitindo que os detentos continuem a receber aparelhos de diferentes marcas e modelos. Esses dispositivos são usados para comandar atividades criminosas, assistir execuções e entreter os internos. A entrada dos celulares acontece de várias formas, não se limitando a visitantes, o que torna o problema ainda mais complexo.
Para Perri, uma solução eficaz inclui a vistoria de todos os que acessam as unidades, como juízes, promotores e até o governador. “A realidade é que não são apenas os visitantes que introduzem celulares. Existe corrupção dentro do sistema prisional”, destacou. Ele propõe também a instalação de câmeras na entrada e a realização de revistas rigorosas em todo o Estado.
Embora existam equipamentos como raio-X e scanners na PCE, Perri defende que a falha está na fiscalização, que precisa ser intensificada. “Esse não é um problema apenas da PCE, mas um desafio nacional. A presença de celulares em mãos de líderes de organizações criminosas é alarmante e requer uma abordagem mais rígida para, se não eliminar, ao menos reduzir a entrada desses dispositivos nas prisões”, concluiu.


































