CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
A última vez que isso aconteceu foi em 1992

Após votações relâmpagos na Câmara e no Senado, Alcolumbre promulga decreto legislativo que derrubou aumento de IOF proposto por Lula para bancar ações sociais

Plenário do Senado esvaziado em virtude das festas juninas aprovou, em sessão remota, a derrubada de um decreto presidencial, que buscava evitar arrecadação para fazer frente a ações sociais, e de um projeto que aumenta em 18 o número de deputados ao custo de R$ 64 milhões. (Foto: Reprodução / Agência Senado)

publicidade

Para o presidente da FPA, o paranaense Pedro Lupion, a decisão do Congresso, além de histórica, ressalta que “o papel do IOF” não é “uma saída arrecadatória”.

 

Por Humberto Azevedo

 

Após votações relâmpagos em sessões semipresenciais na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, em virtude dos festejos juninos, na noite desta última quarta-feira, 25 de junho, que derrubou o decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para bancar ações de governo, sobretudo em áreas sociais, o presidente do Congresso Nacional – senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) – promulgou nesta quinta-feira, 26 de junho, o decreto legislativo que susta a iniciativa do Poder Executivo.

 

A decisão, histórica, encerra as discussões em torno da elevação das alíquotas do IOF desejadas pelo Ministério da Fazenda para evitar o corte e o contingenciamento de R$ 10,5 bilhões do Orçamento Geral da União. Inicialmente, o governo pretendia promover um aumento bem maior no IOF para fazer frente ao total contingenciado de R$ 31,5 bi anunciado no final de maio – que logo foi substituído por um aumento que elevava as alíquotas do IOF de 0,0021% para 0,0048%.

Leia Também:  Estado deve ter o 3º maior crescimento do PIB em 2025, puxado pelo agro

 

Agora, um dia após a decisão da ampla maioria dos congressistas em que os governistas avaliam e estudam como não parar ações governamentais e que foi tomada por uma articulação política que envolveu parlamentares dos partidos do “centrão”, da oposição bolsonarista e de agentes do mercado financeiro. Na mesma noite, os senadores aprovaram um Projeto de Lei Complementar (PLP) que amplia o número de cadeiras na Câmara dos Deputados de 513 para 531, que representará um custo de aproximadamente de R$ 64 milhões por ano aos cofres públicos.

 

“O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou nesta quinta-feira (26) o autógrafo do Projeto de Decreto Legislativo 214, de 2025, que susta os efeitos de três decretos recentes do Poder Executivo e restabelece a redação anterior do Decreto 6.306, de 2007, que trata da regulamentação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto, aprovado pelo Congresso Nacional, foi promulgado pelo presidente da Casa e agora entra em vigor com a publicação no Diário Oficial”, comunicou a assessoria da presidência do Senado.

 

Esta é a primeira vez, desde 1992, que um decreto presidencial é derrubado. À época, o país era governado pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello – que já enfrentava um processo de impedimento – aprovado meses depois e, que, resultou em profunda instabilidade política e no governo que o sucedeu de Itamar Cautiero Franco (MDB) em que foi criado o Plano Real, iniciativa econômica mais duradoura do último século na vida nacional.

Leia Também:  Kajuru critica a política de armamento no Brasil

 

Para o relator do PDL no Senado, senador Izalci Lucas (PL-DF), que teve seu parecer aprovado em votação simbólica após aprovação da urgência por 43 votos, o decreto presidencial trazia o “incremento de uma nova carga tributária sob o disfarce de um suposto ajuste técnico”. Segundo o ex-tucano brasiliense e, agora, bolsonarista, Izalci, parece que a iniciativa do governo era resultado de um “improviso” que agravaria o “cenário de insegurança jurídica” no Brasil.

 

Para o presidente da Frente Parlamentar de apoio à agropecuária (FPA), o paranaense Pedro Lupion (PP), a decisão do Congresso, além de histórica, ressalta que “o papel do IOF”. Segundo ele, esse imposto não existe para encontrar “uma saída arrecadatória”.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade

Slide anterior
Próximo slide