O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) recuou das críticas feitas ao senador Wellington Fagundes (PL) após receber esclarecimentos sobre a viagem do parlamentar a Portugal. A polêmica surgiu depois da divulgação de informações que associavam o senador ao chamado “Gilmarpalooza”, evento que reúne autoridades, políticos e integrantes do Judiciário em Lisboa.
A declaração inicial de Cattani repercutiu nos bastidores políticos de Mato Grosso, principalmente por ocorrer em um momento de forte desgaste entre setores conservadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado havia classificado como incoerente uma eventual participação de Wellington em um evento ligado ao ministro Gilmar Mendes.
Ao comentar o assunto, Cattani afirmou que foi levado a acreditar nas informações divulgadas. “Isso é um problema sério que nós temos no Estado de Mato Grosso. A mídia noticiou que ele foi no Gilmarpalooza e, quando vieram me perguntar o que eu achava, eu disse que seria uma incoerência ele participar de um evento como esse, principalmente porque hoje existem muitos mato-grossenses que, na nossa avaliação, estão sob custódia indevida do STF”, declarou.
Segundo o deputado, após a repercussão das críticas, Wellington entrou em contato para explicar os motivos da viagem. “Depois o senador me ligou e disse que foi a Portugal, mas que não participou do Gilmarpalooza. Ele afirmou que viajou para cumprir um compromisso religioso e pagar uma promessa em Fátima. Também me falou que aproveitou para visitar familiares que moram no país”, relatou.
Cattani admitiu que fez o comentário baseado nas notícias que havia lido e reconheceu que poderia ter buscado confirmação diretamente com o senador antes de se manifestar. “Eu acreditei na matéria e acabei me deixando levar por essa informação. O próprio Wellington me disse: ‘Você podia ter me ligado antes’. E ele tem razão. Se eu tivesse ligado, teria ouvido a versão dele antes de comentar publicamente”, afirmou.
Apesar do recuo, o parlamentar ressaltou que mantém a posição crítica caso seja comprovada uma eventual participação do senador no evento. “Se ficar demonstrado que ele participou das duas agendas, tanto a religiosa quanto o Gilmarpalooza, eu volto a comentar o assunto. Mas, até o momento, ele me garantiu que não esteve lá, e eu não vi nenhuma foto, vídeo ou registro que mostre o contrário”, disse.
A declaração de Cattani amenizou a tensão dentro do PL de Mato Grosso, partido que vive um período de articulações visando as eleições de 2026. O episódio também reacendeu o debate sobre a divulgação de informações políticas e a necessidade de checagem antes de manifestações públicas envolvendo lideranças partidárias.
































