Um episódio cercado de mistério e tensão tomou conta do gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), após a descoberta de um dispositivo eletrônico suspeito durante uma varredura de rotina no local. O caso rapidamente acendeu um alerta e levantou a possibilidade de se tratar de um equipamento de escuta, embora, até o momento, não haja confirmação oficial sobre a real natureza do objeto.
A situação veio à tona nesta semana, quando a própria prefeita revelou, em entrevista à imprensa que o aparelho foi identificado durante um procedimento periódico de segurança dentro de seu gabinete. Segundo ela, o dispositivo chamou atenção ao emitir um sinal ao ser detectado próximo à sua mesa, o que provocou reação imediata da equipe, que retirou o objeto e o encaminhou para análise técnica.
De acordo com Flávia, esse tipo de varredura já faz parte da rotina desde o início de sua gestão, mas desta vez o resultado foi diferente. “Sempre realizamos esse procedimento, mas dessa vez um equipamento apitou próximo à minha mesa. Encaminhamos para a Politec, mas ainda não temos o resultado”, relatou a gestora, evidenciando a surpresa com a situação.
Apesar do susto inicial, a prefeita pondera que ainda não é possível afirmar se o dispositivo tem alguma função de espionagem, como escuta clandestina ou câmera oculta. Ela afirmou que o objeto já estava no local há algum tempo e, até então, era tratado como um item comum do gabinete. “Para mim era só uma campainha. Um dispositivo que já estava ali há bastante tempo”, explicou.
Mesmo diante da suspeita, Flávia Moretti disse não ter indícios de que o equipamento tenha sido instalado de forma intencional para espionagem. Ela destacou que o gabinete possui grande circulação de pessoas, incluindo servidores, secretários e vereadores, o que dificultaria apontar qualquer responsável. “Minha sala é aberta, muita gente entra e sai. Não tenho suspeita de ninguém”, reforçou.
Como medida de precaução, a prefeita registrou boletim de ocorrência e determinou o envio do material à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que agora será responsável por esclarecer o caso. Até lá, o episódio segue envolto em dúvidas, alimentando especulações sobre o que realmente foi encontrado dentro de um dos espaços mais sensíveis da administração municipal.





























