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Amin defende voto auditável no novo Código Eleitoral

O senador Esperidião Amin (PP-SC) anunciou que vai reapresentar uma emenda — também chamada de destaque — ao Projeto de Lei Complementar que cria o novo Código Eleitoral, buscando implantar o voto auditável nas urnas eletrônicas.

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O senador Esperidião Amin (PP-SC) anunciou que vai reapresentar uma emenda — também chamada de destaque — ao Projeto de Lei Complementar que cria o novo Código Eleitoral, buscando implantar o voto auditável nas urnas eletrônicas. A matéria será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal nesta quarta-feira, 9 de julho  .

O que propõe a emenda

A proposta de Amin inclui três diretrizes principais  :

1. Registro digital do voto com assinatura eletrônica e timestamp;

2. Impressão de cada voto pelas urnas, depositados em local lacrado sem contato manual;

3. Confirmação pelo eleitor da correspondência entre voto impresso e registrado eletronicamente.

Segundo Amin, essas medidas “sanarão todas as dúvidas” e garantirão mais transparência, autenticidade e segurança ao sistema eleitoral  .

Contexto político

A emenda original foi rejeitada pelo relator Marcelo Castro (MDB-PI) no relatório, sob o argumento de que retrocederia com custos operacionais elevados e risco de falhas mecânicas  . Castro reforçou que o sistema eletrônico, em uso desde 1996, nunca apresentou fraude comprovada e oferece auditorias antes, durante e após as eleições  .

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Estratégia de Amin

Amin e a oposição se articulam para incluir o tema como emenda ou destaque na CCJ, buscando mínimo de 14 entre 27 votos para aprovação  . A proposta é se manter no texto final, que segue para votação plenária e retorno à Câmara dos Deputados.

Justificativas a favor

Confiança pública: em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, Amin afirmou que “é necessária a impressão do voto para conquistar a confiança da população brasileira”  .

Referências internacionais: ele citou a Índia, Paraguai e Venezuela, onde modelos similares de voto auditável são utilizados  .

Laudo da Polícia Federal de 2018: Amin lembra recomendação do órgão sobre impressão para fins de auditoria  .

Críticas ao voto impresso

Especialistas do Centrão e do relator argumentam que a proposta implica:

• Aumento custo e logística devido à instalação de impressoras em milhões de urnas;

• Possibilidade de falhas técnicas;

• Potencial risco à inviolabilidade do voto, conforme entendimento do STF em 2020  .

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O Poder360 ressalta que Marcelo Castro considerou a inclusão da emenda um “retrocesso”  .

Próximos passos

• Votação na CCJ marcada para 9 de julho;

• Oposição segue mobilizada para garantir aprovação via destaque;

• Se aprovado, texto retornará à Câmara para nova análise.

O que está em jogo

Para Amin e aliados, a emenda representa uma resposta às dúvidas sobre a segurança do sistema eletrônico.

Para o governo e relator, implica retrocesso técnico e risco à inviolabilidade do voto.

Para o eleitor, o debate reflete uma tensão entre segurança comprovada e percepção de transparência.

Conclusão

A reinserção da emenda do voto auditável por Esperidião Amin marca nova fase de embate no Congresso sobre o futuro do processo eleitoral brasileiro. O resultado na CCJ poderá definir se o voto impresso será mais uma camada de segurança — ou uma complicação operacional — no novo Código Eleitoral.

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