Deputado, vice-presidente da Frenlogi, também criticou a derrubada da tributação sobre as bets e cobrou punição “exemplar” a invasores da Cargill e rigor contra ataques a propriedades privadas.
Por Humberto Azevedo
Em entrevista exclusiva à reportagem do Grupo RDM no último dia 25 de fevereiro, o deputado federal Diego Andrade (PSD-MG), vice-presidente da Frente Parlamentar de Logística (Frenlogi), adotou um tom de cautela ao analisar o cenário sucessório em Minas Gerais, ao mesmo tempo em que defendeu uma tributação pesada sobre jogos e classificou como “terrorismo” a invasão ao terminal da Cargill em Santarém (PA).
Questionado sobre a sucessão do governador Romeu Zema (Novo), e aliado do vice-governador Mateus Simões, que recentemente trocou o Novo pelo PSD – seu partido, pré-candidato ao Palácio da Liberdade nas eleições de outubro, Andrade evitou precipitações e afirmou que o quadro político no estado ainda está em aberto.
O parlamentar ressaltou que o cenário deve se clarear apenas nos próximos meses, especialmente após passado o período da desincompatibilização dos cargos públicos e das “janelas” para troca de partido por parlamentares, que se dará entre o final de março e início de abril.
“O que eu tenho acompanhado pela imprensa é que pré-candidatos colocaram sua pré-candidatura à presidência, e nós temos lá o vice-governador Matheus Simões, que veio para o nosso partido, é um quadro qualificado e está com sua pré-candidatura colocada”, declarou.
“Agora em março a gente sabe quem afasta ou não de cargos públicos. Aqueles que se afastarem naturalmente têm possibilidade, ministros, enfim, o próprio governador de se candidatar. À medida que isso se efetiva, o quadro vai clareando. Prefiro não precipitar, porque está muito em aberto ainda em Minas Gerais”, comentou.
TRIBUTAÇÃO DAS BETS

Sobre a votação na Câmara ocorrida no dia anterior, 24 de fevereiro, que derrubou a cobrança de impostos sobre as bets – jogos eletrônicos, Diego Andrade foi enfático ao defender a arrecadação como contrapartida necessária para a autorização dos jogos.
“Só tem sentido em autorizar jogos se tiver uma arrecadação forte para a segurança pública. Sou favorável a ter tributação pesada sobre jogos, assim como no setor de bebidas. Minha posição é clara: tributar fortemente para que os recursos sejam revertidos em políticas públicas efetivas”, afirmou.
INVASÃO EM SANTARÉM
O deputado, que participou do café da manhã da Frenlogi que discutiu o ataque ao terminal da Cargill, classificou a ação dos invasores como terroristas e cobrou rigor do poder público. Andrade fez referência direta aos atos de 8 de janeiro para criticar a seletividade na aplicação da lei.
“É um verdadeiro absurdo. Existe lei antiterrorismo, e isso é terrorismo: entrar encapuzado em instalação privada, quebrar tudo, fazer reféns. Tem que ser punido de forma exemplar. Não pode haver dois pesos e duas medidas”, protestou.
“Se é contra quem se coloca à direita, como nos atos do dia 8, o governo e representantes da esquerda querem prender e jogar a chave fora. Agora, essas invasões de gente encapuzada que quebrou instalações e fez reféns? Isso não pode acontecer no Brasil. Eles têm que ser identificados e punidos de forma exemplar”, concluiu.























