MATO GROSSO

Afastado, Sargento Joelson diz ser vítima de “armação política” e nega ter recebido propina

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O vereador afastado de Cuiabá, Sargento Joelson (PSB), que é investigado por suposta cobrança de propina para votar projetos de interesse de uma empresa, quebrou o silêncio nesta terça-feira (6) e afirmou em suas redes sociais que está sendo alvo de uma “armação política”. Segundo ele, o inquérito da Polícia Civil, que aponta o recebimento de R$ 250 mil da HB20 Construções, está sob sigilo de justiça e, por isso, ele não pode fornecer detalhes.

“Posso afirmar com tranquilidade que não recebi dinheiro algum e que tenho plena confiança de que tudo será esclarecido em breve”, declarou o vereador. A fala também foi interpretada como uma crítica indireta ao prefeito Abilio Brunini (PL), autor da denúncia que deu origem à Operação Perfídia, deflagrada há uma semana.

Joelson também pediu desculpas à família, aliados políticos e à população de Cuiabá. A investigação aponta que ele teria negociado propina com aval do ex-presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), em troca da aprovação de um projeto que viabilizou o pagamento de R$ 4,8 milhões à construtora. O caso é apurado pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR).

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Áudios anexados ao inquérito mostram o vereador cobrando exclusividade nas tratativas e citando que Chico 2000 tinha conhecimento do esquema. Nos trechos, Joelson repreende um funcionário da empresa: “O acordo foi feito entre eu e você. O presidente Chico deu o aval. Então não tem que ficar mandando ninguém aqui não”, afirma em uma das gravações.

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