Olhar estrangeiro para a produção nacional reforça o potencial do Brasil no mercado asiático.
Por Humberto Azevedo
O etanol de milho tem ganhado cada vez mais espaço no mercado internacional. O olhar estrangeiro para esse combustível de baixo carbono e seus coprodutos, além da abertura da China, expande sua produção no Brasil e amplia uma parceria importante para o setor.
De acordo com Bruno Alves, diretor de relações governamentais e sustentabilidade da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), a sua entidade tem feito o trabalho de promoção internacional dos coprodutos do etanol de milho, em especial dos grãos secos Grãos secos de destilaria (DDG) ou grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS).
Para isso, Alves afirma que foi criada uma marca chamada Grãos de Destilaria Brasileira (Brazilian Distillers Grains), que tem sido usada para promoção dos principais atributos da produção DDG/DDGs fabricado no país.
“O mercado chinês é estratégico para as fibras e grãos de destilaria de milho (DDG/DDGS) do Brasil, que já conquistaram reconhecimento internacional pela qualidade e segurança das nossas plantas. A demanda chinesa é o dobro da produção brasileira atual, o que combina com a visão do setor para os próximos anos, de dobrar a sua capacidade instalada”, avalia Bruno Alves.
DEMANDAS MUNDIAIS
O Brasil tem se mostrado cada vez mais preparado para atender às demandas mundiais em relação ao etanol de milho. De acordo com dados da UNEM, a produção do cereal está em constante expansão. Nos últimos sete anos, a safra brasileira saltou de 80,71 milhões de toneladas para 124,70 milhões de toneladas. Para a safra 2033/2034, a projeção indica que a produção poderá ser de 151,14 milhões de toneladas.
Atualmente, há plantas modernas do etanol de milho e seus coprodutos no país. São 25 em operação, com mais 16 autorizadas e outras 16 anunciadas. A produção deste combustível também evoluiu. Segundo a UNEM, em 2013/2014 foram produzidos 0,03 milhão de metros cúbicos. Já em 2024/2025 são esperados 8,24 milhões de metros cúbicos. A projeção para 2033/2034 espera uma produção de 21,75 milhões de metros cúbicos.
Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a abertura de novos mercados comprova a marca sustentável do agronegócio brasileiro.
“O etanol de milho e seus subprodutos têm muito potencial de crescimento. Nosso país possui plantas modernas, com altos índices de segurança e qualidade. O mundo está demandando novas oportunidades e nós estamos preparados para sermos protagonistas nesta onda verde global”, ressalta.
Com informações da Revista RPANews.


























