Um casal de aposentados de Cuiabá afirma ter desembolsado R$ 154.990 por um GAC GS4 Premium zero quilômetro e, após o pagamento, ficou sem o veículo e sem o dinheiro de volta. A negociação foi feita na concessionária GAC de Várzea Grande, do Grupo Canopus, e o vendedor Douglas Alexandre de Paula Tonholo é investigado pela Polícia Civil por suspeita de estelionato.
Segundo os documentos do caso, a negociação começou dentro da própria concessionária. O casal procurou a unidade para adquirir o veículo pelo programa de venda direta para pessoas com deficiência. O primeiro pagamento, de R$ 1 mil, foi feito para uma conta da Gemini Motors, empresa responsável pela loja.
Nas semanas seguintes, o vendedor teria informado que o carro havia sido faturado e que seria necessário quitar o restante. O casal afirma ter pago mais R$ 153.990, utilizando dinheiro da venda do veículo anterior e economias da família.
Depois de receber o pagamento integral, Douglas teria informado que o SUV estava sendo transportado de São Paulo para Mato Grosso e chegaria entre os dias 3 e 4 de setembro. A expectativa, porém, virou dor de cabeça quando os compradores foram até a concessionária e descobriram que o vendedor não estava mais trabalhando normalmente no local.
Ao buscar informações sobre o veículo, o casal teria sido informado pelo gerente regional de que não havia pedido do automóvel registrado no sistema. O telefone de Douglas, segundo os consumidores, estava desligado e as mensagens deixaram de ser respondidas.
A situação ganhou outro capítulo após o gerente regional prestar depoimento à Polícia Civil. Segundo ele, a empresa já tinha conhecimento de reclamações anteriores envolvendo o vendedor, inclusive de casos em que clientes teriam realizado pagamentos diretamente a ele.
Sem conseguir receber o carro ou recuperar o dinheiro, o casal procurou o Procon-MT e enviou notificações extrajudiciais à concessionária. Como não houve solução, os consumidores recorreram à Justiça e pedem a entrega do veículo ou a devolução dos R$ 154.990, além de indenização por danos morais.
O caso tramita na 4ª Vara Cível de Cuiabá e ainda não há decisão definitiva sobre a responsabilidade da concessionária ou do vendedor. Douglas é investigado pela suspeita de estelionato, mas a investigação não representa condenação. A Gemini Motors/Grupo Canopus e a defesa do vendedor podem se manifestar sobre o caso.




































