O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a revisão geral anual (RGA) dos servidores municipais só será discutida após as eleições de outubro, durante a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo o gestor, qualquer negociação neste momento poderia ser interpretada como medida de caráter eleitoral.
Em conversa com a imprensa, o prefeito disse que a administração pretende debater o tema apenas no período de construção do orçamento do próximo ano. “O que eu pedi para todos os servidores é que o momento apropriado de fazer essa discussão é após as eleições, no período em que a gente for discutir a LOA”, declarou.
Abilio argumentou que a concessão da RGA depende de estudos sobre o impacto financeiro nas contas do município. “Tudo isso tem impacto orçamentário e eu tenho que fazer previsão do impacto orçamentário para o ano que vem. Então, no momento de discutir a LOA, é o momento de sentar na mesa e tratar essas questões”, afirmou.
O prefeito também criticou o que classificou como tentativas de pressionar gestores em períodos eleitorais para obtenção de benefícios salariais. Segundo ele, em anos de eleição há uma expectativa de que políticos adotem medidas mais populares para conquistar apoio.
“Eu já deixei claro: não tratarei de questões de servidor em período eleitoral, pois poderá ser entendido que estou fazendo isso por ações políticas eleitoreiras. Não é nem o momento, porque tudo que se aprovar ou discutir agora só vai ter valor quando eu aprovar a LOA no ano que vem”, concluiu o prefeito.

































