O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União Brasil), se pronunciou após ser alvo da Operação Gomorra, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos públicos que somam R$ 29 milhões. Nas redes sociais, ele afirmou que a própria Prefeitura iniciou as apurações ao determinar uma auditoria interna e negou ser o principal responsável pelas irregularidades.
Segundo o prefeito, a Controladoria-Geral do Município realizou uma auditoria nos contratos de gestão da frota e abastecimento de combustíveis. Após a conclusão dos trabalhos, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Lopes questionou o fato de ter sido incluído entre os investigados. Ele afirmou que identificou os problemas, determinou a auditoria, comunicou os órgãos de controle e adotou medidas para corrigir as falhas. Também disse que sua participação se limitou à assinatura de uma ata respaldada por parecer jurídico.
A decisão judicial que autorizou a operação, porém, apresenta outra versão. O documento aponta Alexandre Lopes como figura central nos contratos nº 091/2024, 010/2024, 006/2024 e 113/2024, todos originados de adesões a atas de registro de preços consideradas irregulares pela investigação.
De acordo com a apuração, o prefeito teria permitido a execução das supostas fraudes ao ratificar despesas consideradas incompatíveis, como abastecimento de veículos particulares e pagamentos por locações de bens que, segundo os investigadores, não existiam.
Mesmo diante das acusações, Lopes reforçou que foi sua gestão quem comunicou os indícios de irregularidades às autoridades. O prefeito também afirmou que seguirá colaborando com as investigações e disse confiar que sua atuação será reconhecida ao fim do processo.
A decisão judicial reúne os elementos que embasaram a Operação Gomorra e as medidas autorizadas pela Justiça. O caso segue em investigação.
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