MATO GROSSO

ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA

Mesmo após debandada, Ilde diz que grupo de Paula ainda está longe dos votos para reeleição

Foto: Reprodução

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A corrida pela Presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou novos capítulos nesta semana, mas o vereador Ilde Taques (Podemos) demonstrou tranquilidade diante da movimentação do grupo adversário. Em entrevista ao RD News, o parlamentar minimizou a adesão dos vereadores Dilemário Alencar (União) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade) ao bloco liderado pela atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), que articula sua permanência no comando do Legislativo.

A demonstração de força do grupo de Paula ocorreu durante um jantar realizado na noite de segunda-feira (22), quando 13 vereadores se reuniram para reforçar a unidade política e sinalizar que o sucessor — ou até mesmo a própria presidente — sairá daquele grupo. Apesar do gesto político, Ilde avalia que a matemática ainda está longe de favorecer a reeleição da parlamentar.

Em sua fala, ele lembrou que, embora Paula tenha alcançado maioria simples entre os vereadores, o cenário é diferente quando o assunto é a alteração do Regimento Interno. Para viabilizar uma nova candidatura à Presidência da Câmara, a atual dirigente precisaria reunir dois terços dos votos da Casa, o equivalente a 18 parlamentares.

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“Comecei com 18 votos e o tabuleiro foi se movimentando. A Paula ainda não pode disputar, ela precisa de dois terços para mudar o regimento, o que seriam 18 votos, e na reunião tinha 14. Então, de 14 para 18 votos ainda falta muito chão”, afirmou o vereador ao site, indicando que a batalha política está longe de uma definição.

Ilde também contestou a tese de que, caso Paula não consiga viabilizar sua reeleição, os votos do grupo migrariam automaticamente para Dilemário Alencar. Segundo ele, existem outras lideranças interessadas em disputar o comando da Câmara, o que pode provocar novas reconfigurações nos bastidores e ampliar a disputa interna pelo posto mais cobiçado do Legislativo municipal.

Mesmo após perder alguns apoios ao longo das negociações, o parlamentar garantiu que continua competitivo. Ele afirma manter uma base formada por 12 vereadores, número que chegaria a 13 votos na eleição da Mesa Diretora, e assegura que seguirá dialogando para ampliar sua força política nos próximos meses.

Enquanto os grupos travam uma intensa guerra de articulações, outra discussão também promete esquentar os bastidores da Câmara: a definição da data da eleição da Mesa Diretora. Com entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o pleito deve ocorrer apenas a partir de outubro, os vereadores ainda divergem sobre o calendário. Parte defende votação em 1º de outubro, enquanto outro grupo prefere 5 de novembro, mantendo o cenário de incerteza e disputa em aberto.

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