A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano preocupa a cadeia produtiva da piscicultura. O tema ganha relevância em um momento de retração nas vendas externas de pescado, especialmente no Paraná, principal produtor nacional de tilápia.
Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) apontam que as exportações de pescados paranaenses caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, somando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas. A tilápia respondeu por mais de 86% desse volume.
Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o Brasil produziu aproximadamente 968 mil toneladas de peixes de cultivo em 2025, sendo cerca de 660 mil toneladas de tilápia. Os Estados Unidos seguem como o principal destino das exportações brasileiras da espécie.
Embora a proposta de aumento tarifário ainda esteja em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não tenham sido oficialmente definidos, o assunto já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido à importância do mercado norte-americano.
A queda nas exportações interrompe uma trajetória de crescimento observada nos últimos anos, período em que o Paraná consolidou sua liderança na produção nacional de tilápia. Representantes do setor avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar diretamente o ritmo dos embarques e a competitividade do pescado brasileiro nos próximos meses.


















