O ataque hacker sofrido pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), revelado nesta semana, gerou forte repercussão na Assembleia Legislativa. Deputados classificaram o caso como grave, cobraram investigações rigorosas e demonstraram preocupação com possíveis impactos nos trabalhos da CPI que apura contratos e operações financeiras da pasta.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que a invasão acende um alerta sobre a segurança dos sistemas do Estado e pode dificultar o acesso a documentos importantes para as investigações. “Preocupante porque está acontecendo uma CPI neste momento, com informações que essa comissão precisa, e agora esse hacker invade. É muito alarmante porque, se conseguem invadir a Secretaria de Saúde e apagar tudo, imagine se entrarem na Secretaria de Fazenda”, declarou.
O vice-presidente da Casa, Júlio Campos, disse que as denúncias reforçam preocupações já levantadas pela CPI e defendeu a apuração do desaparecimento de documentos e dados da secretaria. Já o deputado Lúdio Cabral classificou o episódio como um “escândalo sem precedentes” e cobrou mais transparência do governo, destacando que a pasta administra recursos federais.
A SES confirmou que identificou o ataque cibernético em março deste ano e informou que o caso é investigado pela Polícia Civil. Segundo a secretaria, os criminosos exigiram pagamento para devolver dados supostamente sequestrados, mas nenhum valor foi pago.
Em nota, a pasta afirmou que o volume afetado representa menos de 1 terabyte do total armazenado e que as informações foram recuperadas por meio dos sistemas de contingência. A secretaria também informou que a base principal de dados não foi comprometida, que os serviços continuaram funcionando normalmente e que o caso foi comunicado à Polícia Civil e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).































