Um morador de Balneário Camboriú denunciou ter sido agredido com socos por um guarda municipal de folga após reclamar do volume alto do som vindo de uma igreja evangélica no bairro Vila Real. O caso aconteceu na noite de 18 de maio, foi registrado por câmeras de segurança e é investigado pela Polícia Civil. A Guarda Municipal informou que abriu procedimento administrativo e afastou o servidor das ruas, mantendo-o em funções administrativas.
Segundo Tiago Alves, pai de uma criança autista de 9 anos, a discussão começou após ele ir até a igreja para reclamar do barulho, que, segundo ele, afeta diretamente o bem-estar do filho. Nas imagens, é possível ver o momento em que o homem recebe ao menos quatro socos. “Até então, eu achava que ele tinha me acertado só uma vez e parado. Quando eu fui ver o vídeo, eu vi que ele continua a agressão”, relatou.
Após a confusão, pessoas que estavam no local separaram os envolvidos e o guarda foi levado para dentro da igreja. Tiago recebeu atendimento médico e levou seis pontos na boca. Ele afirmou ainda que já registrou mais de 17 boletins de ocorrência relacionados ao som alto da igreja ao longo dos últimos anos.
A Prefeitura de Balneário Camboriú informou que a corregedoria da Guarda Municipal instaurou procedimento para apurar a conduta do agente. “Caso sejam constatadas infrações disciplinares, mesmo fora do período de trabalho, as medidas cabíveis serão adotadas”, informou a corporação em nota.
A Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) repudiou a violência e afirmou que o episódio foi “uma situação isolada ocorrida em via pública, sem qualquer relação direta com a instituição religiosa”. O Ministério Público de Santa Catarina confirmou que existe uma ação penal contra a igreja por suposta poluição sonora entre os anos de 2022 e 2024, mas destacou que o templo realizou adequações acústicas e atualmente opera dentro dos limites legais após nova perícia.




























