A investigação sobre a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, levou à deflagração da Operação Silêncio Comprado, nesta terça-feira (26), que apura um suposto esquema de corrupção na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis (402 km de Cuiabá). A ação da Polícia Civil cumpriu 20 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, o caso envolve suspeitas de tentativa de interferência nos trabalhos de uma CPI instaurada para apurar irregularidades na administração da unidade de saúde. A investigação foi iniciada após denúncia encaminhada pelo Ministério Público.
As ordens judiciais incluem buscas e apreensões, bloqueio de valores, sequestro de bens e quebra de sigilos telefônicos e telemáticos. Mandados foram cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nos municípios paulistas de Barueri e Cotia.
De acordo com a investigação, há indícios de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais falsas e possível desvio de recursos públicos ligados à gestão hospitalar. A Polícia Civil também apura crimes contra a administração pública, como corrupção ativa.
A CPI teve início após a repercussão da morte de Larissa, que sofreu complicações durante um parto cesáreo e chegou a ser transferida para Cuiabá, onde não resistiu. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



























