Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CRÉDITO NA FOLHA

Empréstimo CLT dispara no Brasil e vira saída desesperada para milhões de trabalhadores

publicidade

Modalidade que usa o salário como garantia cresce rapidamente no país, atrai trabalhadores endividados e acende alerta sobre aumento do comprometimento da renda mensal.

O empréstimo consignado para trabalhadores com carteira assinada voltou ao centro das discussões econômicas no Brasil e tem movimentado bancos, financeiras e milhões de brasileiros sufocados pelas dívidas. A modalidade, conhecida popularmente como “empréstimo CLT”, vem sendo procurada principalmente por trabalhadores que tentam reorganizar as contas diante da inflação, juros elevados e do aumento do custo de vida.

O modelo funciona de forma semelhante ao consignado tradicional dos aposentados: as parcelas são descontadas diretamente do salário do trabalhador. Justamente por oferecer menos risco aos bancos, o crédito costuma ter juros menores do que os cobrados em cartões de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais convencionais.

Para contratar o empréstimo CLT, o trabalhador precisa ter carteira assinada ativa e margem consignável disponível. Em geral, o desconto das parcelas não pode ultrapassar 35% do salário líquido mensal, justamente para evitar um comprometimento excessivo da renda do empregado.

Leia Também:  Três vítimas encontradas em cemitérios clandestinos são identificadas pelo DNA

Nos últimos meses, o aumento da procura chamou atenção do setor financeiro. Muitos trabalhadores têm recorrido ao crédito para quitar dívidas antigas, pagar contas atrasadas ou até complementar a renda em meio ao aperto financeiro enfrentado por milhares de famílias brasileiras.

Especialistas, porém, fazem um alerta importante. Apesar dos juros mais baixos, o empréstimo CLT pode virar uma armadilha silenciosa quando contratado sem planejamento. Como o desconto acontece automaticamente na folha salarial, parte da renda do trabalhador já fica comprometida antes mesmo do pagamento cair na conta.

Outro ponto que gera preocupação envolve os casos de demissão. Quando o trabalhador perde o emprego, o desconto automático deixa de existir e a dívida não desaparece. Em muitos contratos, bancos utilizam parte das verbas rescisórias, como saldo de salário, férias e até percentual do FGTS, para quitar parte do débito. Se ainda restarem parcelas em aberto, o trabalhador passa a pagar diretamente à instituição financeira, muitas vezes com juros maiores.

Mesmo assim, o crédito consignado privado segue avançando como uma das grandes apostas do mercado financeiro. Bancos e fintechs ampliaram campanhas agressivas para atrair trabalhadores formais, oferecendo contratação digital rápida, menos burocracia e liberação quase imediata do dinheiro. Economistas reforçam que a recomendação é comparar taxas, ler atentamente o contrato e avaliar o impacto da dívida no orçamento para evitar que o empréstimo CLT se transforme em uma nova bola de neve financeira.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade