Uma fala atravessada, captada pelo microfone ainda aberto, transformou a sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá desta terça-feira (19) em mais um capítulo de tensão política e bate-boca entre vereadores. O protagonista da vez foi o vereador Rafael Ranalli, que acabou flagrando a si próprio ao chamar o colega Daniel Monteiro de “baitola” em pleno plenário.
O comentário aconteceu nos instantes finais de uma votação, quando os parlamentares ainda conversavam paralelamente. Sem perceber que o áudio seguia sendo transmitido, Ranalli começou a fazer provocações direcionadas ao colega, em um tom de ironia, deboche e gargalhadas ao fundo.
Aos risos, Ranalli chamou Daniel Monteiro de “petista” e questionou o motivo de o vereador ainda permanecer na sessão, já que os parlamentares haviam acabado de votar a autorização para que ele pudesse deixar o cargo. A fala fazia referência ao Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que permite a licença de vereadores para assumir secretarias sem o risco de perda do mandato.
“Parabéns…Ah, valeu petista, você não vai embora hoje? Vocês não votaram pra ele ir embora? O que ele tá fazendo aqui ainda? Vai embora, baitola”, disse o vereador, em fala registrada pelo sistema de som da Câmara.
O episódio gerou reação imediata entre parlamentares e servidores presentes no plenário. O clima, que já vinha sendo marcado por embates políticos frequentes, ficou ainda mais pesado após a declaração repercutir entre os presentes e começar a circular rapidamente nas redes sociais e grupos de mensagem.
Nos bastidores da Câmara, vereadores classificaram a situação como “lamentável” e avaliaram que o episódio expõe o nível de desgaste nas relações entre grupos políticos da capital. A fala também levantou discussões sobre respeito, decoro parlamentar e ataques pessoais durante as sessões legislativas.
Até o momento, Daniel Monteiro não havia se pronunciado oficialmente sobre a ofensa. Já aliados de Rafael Ranalli tentaram minimizar o caso, tratando o episódio como apenas mais uma troca de provocações em meio ao clima acirrado dentro do Legislativo cuiabano.
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