A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu preventivamente o segundo estudante investigado por participação na suposta lista que classificava alunas como “estupráveis”. O acadêmico do curso de Engenharia Civil está proibido de frequentar o campus e de manter contato com possíveis testemunhas. Antes dele, um estudante de Direito já havia sido afastado pela instituição.
Segundo a UFMT, as suspensões têm caráter cautelar e buscam preservar a segurança da comunidade acadêmica durante as investigações. A universidade também instaurou Comissões de Inquérito Disciplinar Discente nos cursos envolvidos, e as penalidades podem variar entre advertência, suspensão e expulsão. O estudante de Engenharia Civil recebeu autorização para seguir em regime de educação domiciliar.
A suspensão ocorreu um dia após o pai do aluno, identificado como policial federal, ir até a universidade e ameaçar estudantes do curso. Conforme relatos e imagens de câmeras de segurança, ele afirmou que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”.
A denúncia envolvendo mensagens compartilhadas entre dois calouros de 18 anos, com teor de violência sexual contra colegas e uma suposta lista “de alunas estupráveis”, foi apresentada pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito no último dia 4 de maio. Dois dias depois, o primeiro estudante foi suspenso pelo curso.
Em entrevista ao programa Tribuna, da Vila Real FM, a reitora Marluce Aparecida Souza e Silva afirmou que o estudante de Direito alegou ter tido o celular furtado e invadido antes da divulgação das mensagens. Apesar disso, segundo a gestora, um dos alunos afastados confessou por escrito participação no caso. Após os relatos de ameaças, estudantes do primeiro semestre de Engenharia Civil seguem em aulas remotas por tempo indeterminado.


























