MATO GROSSO

ALERTA NAS UNIVERSIDADES

Casos na UFMT ampliam debate sobre avanço de discursos extremistas entre jovens em Mato Grosso

publicidade

publicidade

Os episódios recentes registrados na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, acenderam um alerta entre lideranças políticas, especialistas e movimentos sociais sobre o crescimento de discursos extremistas e misóginos dentro das universidades mato-grossenses. A repercussão ganhou força após a divulgação de uma lista produzida por estudantes do curso de Direito classificando colegas como “estupráveis”.

 

O caso provocou protestos dentro do campus e mobilizou entidades estudantis, professores e representantes políticos. Em nota divulgada no dia 7 de maio, o Centro Acadêmico de Direito da UFMT afirmou que o episódio “ultrapassa qualquer limite de convivência universitária” e cobrou punição rigorosa aos envolvidos. A universidade instaurou procedimento administrativo e determinou o afastamento preventivo de estudantes investigados.

 

A repercussão também gerou manifestações de lideranças políticas. Em entrevista concedida à imprensa no último dia 8 de maio, a presidente do União Brasil Mulher em Cuiabá, Gisela Simona, afirmou que o caso representa “um retrato brutal da naturalização da violência contra mulheres”. Segundo ela, “quando o ódio às mulheres sai da internet e entra nas universidades, toda a sociedade precisa reagir”.

Leia Também:  Escolas estaduais elegem novos representantes do Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar a partir desta segunda-feira (11)

 

Especialistas avaliam que o episódio não é isolado. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados em março de 2026 apontaram crescimento nas ocorrências de violência psicológica, assédio e crimes de ódio praticados contra mulheres em ambientes educacionais e digitais. O relatório também destacou o fortalecimento de comunidades virtuais ligadas a movimentos extremistas misóginos entre jovens brasileiros.

 

Nos bastidores políticos e acadêmicos, cresce a preocupação com a influência da chamada cultura “red pill” e de grupos ultrarradicais disseminados principalmente pelas redes sociais. Em abril deste ano, durante um seminário sobre violência digital realizado em Cuiabá, pesquisadores da área de comportamento social alertaram para o aumento da radicalização de jovens através de conteúdos que normalizam misoginia, humilhação feminina e ataques a minorias.

 

O debate ganhou ainda mais força após declarações da cantora cuiabana Meire Pinheiro, que relacionou o caso da UFMT à violência sofrida por mulheres ao longo da vida. Em publicação feita nas redes sociais no início de maio, ela lamentou a morte da cantora Vanessa Capelette e afirmou que traumas ligados à violência sexual “deixam marcas permanentes e silenciosas”.

Leia Também:  Homem é morto a tiros em frente a bar em MT

 

Nos bastidores da política estadual, lideranças avaliam que os episódios recentes colocaram Mato Grosso no centro de uma discussão nacional sobre radicalização ideológica em ambientes universitários. A preocupação é que discursos extremistas, antes restritos às redes sociais, passem a influenciar comportamentos concretos dentro das instituições de ensino, ampliando tensões sociais e episódios de violência psicológica e simbólica entre jovens.

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade