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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Dallas começa substituir Wall Street

A crescente demanda está elevando os custos habitacionais em Dallas, ameaçando a acessibilidade que atraiu muitas empresas inicialmente. O sucesso de Dallas como pólo financeiro dependerá da sua capacidade de manter seu apelo econômico enquanto atrai funções executivas de alto nível. (Foto: Reprodução / Wikipédia)

A capital do estado norte-americano do Texas, Dallas, vem surgindo como o novo polo financeiro dos Estados Unidos, desafiando Nova York e sua Wall Street, graças a incentivos como zero imposto de renda estadual, custo operacional 50% menor que Manhattan e alta qualidade de vida. A região metropolitana de Dallas-Fort Worth já ultrapassou Chicago e Los Angeles em empregos financeiros, com mais de 380 mil trabalhadores, tornando-se a segunda maior concentração do setor no país, atrás apenas de Nova York.

 

Investimentos e Bolsa

Gigantes de Wall Street estão investindo pesado: Goldman Sachs já aplica R$ 2,495 bilhões (US$ 500 milhões) em um campus para cinco mil funcionários; o Bank of America inaugurou arranha-céu de 30 andares; JPMorgan dobrou a sua equipe de investment banking. E a recém criada Texas Stock Exchange (TXSE), apoiada por BlackRock e Citadel, com R$ 598,8 milhões (US$ 120 milhões) arrecadados e lançamento previsto para 2027. A NYSE já mudou sua bolsa eletrônica de Chicago para Dallas, e a Nasdaq planeja sede regional.

 

Desafios Locais

Apesar do avanço, há obstáculos: salários em Dallas são 30% menores que em Nova York, e muitas vagas são de back office (processamento, atendimento). O procurador-geral do Texas investiga bancos por supostas violações de leis que penalizam empresas que restringem negócios com petróleo e gás, o que pode minar a reputação pró-negócios. A crescente demanda eleva custos habitacionais, ameaçando a acessibilidade inicial.

 

Por trás da mudança

Com a dívida dos EUA superando 31 trilhões de dólares (R$ 156 tri) e passa de 100% do PIB, Xangai vai se consolidando como a nova “capital financeira” do século 21, com Bolsa própria, sistema de pagamento próprio e internacionalização do Renminbi, a moeda chinesa. (Foto: Reprodução / Estaminas)

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou 100% do Produto Interno Bruto (PIB), atingindo R$ 156,04 trilhões (US$ 31,27 trilhões) ante um PIB de US$ 31,22 trilhões. O escritório de orçamento do Congresso norte-americano projeta que o endividamento suba de 101% do Pib em 2026 para 120% em 2036, superando o recorde de 106% do pós-Segunda Guerra Mundial. O déficit federal estimado para 2026 é de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,48 trilhões). Essa fragilidade fiscal dos EUA limita margens de manobra, pressionando juros globais e acelerando debates sobre alternativas ao dólar.

 

China ascendente

A mudança do eixo do capitalismo para a Ásia, especialmente para a China, é uma transformação estrutural. Após décadas de crescimento, a China tornou-se o maior centro de produção industrial do mundo, responsável por 52% do PIB industrial global. O modelo de desenvolvimento exportador e estatal integrou o país à economia-mundo capitalista de forma planejada. A Iniciativa do Cinturão e Rota já investiu mais de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,48 trilhões) conectando 131 países, e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura oferece alternativas ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Xangai, novo centro financeiro global

Xangai desponta como a capital financeira do século 21, desafiando Nova York e Londres. A cidade abriga a Bolsa de Valores de Xangai, mercados futuros de petróleo e uma plataforma de metais preciosos. O sistema UnionPay é aceito em 141 países. A internacionalização do Renminbi reduz a dependência do dólar. Essa é a causa do fenômeno que está por trás do surgimento de Dallas como novo polo financeiro dos EUA, que reage à perda de hegemonia. A multipolaridade avança com a China exportando capital e criando novas regras.

 

Nova fase da operação Compliance Zero

Fontes ouvidas pela coluna veem decisão de Mendonça contra Ciro Nogueira como uma resposta dos evangélicos insatisfeitos com a aliança entre Alcolumbre e bolsonaristas, que barrou o também evangélico Jorge Messias no STF. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deflagrou a 5ª fase da Operação Compliance Zero com mandado de busca e apreensão contra o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), uma das maiores figuras do “centrão”. A medida, solicitada pela Polícia Federal (PF), é interpretada nos bastidores do Congresso Nacional como uma reação de setores evangélicos à articulação que rejeitou a indicação de Jorge Messias à Suprema Corte.

 

Reação ao apoio de bolsonarista a costura de Alcolumbre

Mendonça estaria retaliando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que costurou com bolsonaristas a derrubada de Messias – que seria o segundo evangélico na Corte, ao lado do próprio Mendonça. A má relação entre Alcolumbre e Mendonça vem desde a sabatina do ministro, atrasada pelo então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A operação atingiu um aliado estratégico do “centrão”.

 

Reação evangélica

Fontes da coluna apontam que a decisão de Mendonça é uma resposta à tentativa do “centrão” de evitar investigações sobre o Banco Master, que envolveria políticos de peso. O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), cobrou transparência e defendeu a instalação de CPIs para apurar o caso. Os bolsonaristas ficaram surpresos com a operação contra um aliado do “centrão” e do próprio ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). Ciro foi ministro-chefe da Casa Civil nos doi últimos anos do governo Bolsonaro.

 

Defesa de Ciro

O ministro André Mendonça entendeu que os elementos eram suficientes para justificar medidas cautelares, como bloqueio de contatos contra o senador. O senador é acusado de ter recebido R$ 13 milhões em uma transação que envolvia oficialmente R$ 1 milhão e R$ 500 mil mensais de “mesada” do proprietário do Banco Master. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

A defesa do senador Ciro Nogueira repudiou qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente na atuação parlamentar. Em nota encaminhada à imprensa, afirma que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça e não participou de atividades ilícitas, colocando-se à disposição para esclarecimentos.

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Advogado experiente

A defesa pondera que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem ser precipitadas e merecem controle severo de legalidade. A defesa é assinada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, profissional com livre trânsito no STF. 

 

Reflexão legal

Kakay já defendeu figuras de destaque em casos de alta complexidade perante a Corte e antecipa que o tema do uso de mensagens como base para medidas invasivas deverá ser enfrentado tecnicamente pelas cortes superiores em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas. 

 

Minerais críticos

“O Brasil não poder ser apenas exportador de matéria-prima. Queremos esses minerais a serviço do desenvolvimento tecnológico e industrialização do país”, afirmou o líder do PT, o catarinense Pedro Uczai. (Foto: Reprodução / Internet)

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 2780 de 2024, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e cria o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) vinculado à Presidência da República. O conselho definirá a lista de minerais (revisada a cada quatro anos), classificando projetos prioritários e analisando previamente operações de fusão, aquisição ou entrada de capital estrangeiro que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do país. O texto também exige que as empresas tenham sede nacional e adotem medidas de agregação de valor.

 

Incentivos e fundo

Foi instituído o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos (PFMCE), com crédito fiscal de até 20% do dispêndio, limitado a R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034 (total de R$ 5 bilhões). A concessão será precedida de procedimento concorrencial. O projeto também cria um fundo garantidor da atividade mineral com capacidade de até R$ 5 bilhões, sendo a participação da União limitada a R$ 2 bilhões. Empresas do setor devem aplicar anualmente 0,5% da receita bruta em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D).

 

Fertilizantes e licenciamento

Os fertilizantes fosfatados, potássicos e nitrogenados foram equiparados a minerais críticos, permitindo acesso aos incentivos. O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) passa a orientar a política. O texto prioriza o licenciamento ambiental para projetos habilitados e estimula a mineração urbana para recuperação de resíduos eletroeletrônicos e baterias. A bancada do PT votou favorável, mas defendeu a criação de uma empresa pública denominada TerraBras e o regime de partilha. As frentes parlamentares da Agropecuária (FPA) e do Biodiesel celebraram a aprovação do texto, que segue agora para análise do Senado.

 

Painel de biológicos

Com interface dinâmica e interativa, a plataforma permite que cidadãos, pesquisadores, empresas e gestores públicos acompanhem, de forma acessível, informações sobre produtos, estabelecimentos e movimentações do segmento. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) lançou o novo Painel Bi de Produtos Veterinários Biológicos, desenvolvido pela Secretaria de Defesa Agropecuária e pela Coordenação de Registro de Produtos Veterinários. A ferramenta consolida informações da Divisão de Registro de Produtos Biológicos, é atualizada diariamente e oferece interface interativa com filtros, gráficos e indicadores. O objetivo é ampliar a transparência, padronizar dados e apoiar a regulação, o monitoramento e a tomada de decisão.

 

Dados do painel

O painel apresenta a distribuição das licenças por classe de produto, incluindo vacina, kit diagnóstico, antígeno, soro, diluente, terapia celular, imunomodulador e biomarcas. Quanto ao status das licenças, 63,9% estão vigentes, 5,7% vencidas e 38,4% canceladas. A plataforma permite que cidadãos, pesquisadores, empresas e gestores acompanhem informações sobre produtos, estabelecimentos e movimentações do setor de forma acessível e ágil.

 

Acesso e gestão

A iniciativa reforça o compromisso do Mapa com a transparência ativa e o fortalecimento dos instrumentos de gestão e disponibilização de dados públicos. A ferramenta contribui para a clareza e a padronização das informações, facilitando consultas e análises estratégicas.

 

Alerta El Niño

Meteorologistas catarinenses têm projetado um El Niño antecipado e com maior intensidade, o que pode provocar chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas já a partir de julho. (Foto: Reprodução / Agrosat)

A Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou a realização de audiência pública para discutir ações de prevenção, inovação, adaptação e gestão de riscos diante dos eventos climáticos extremos, especialmente o fenômeno El Niño. A iniciativa partiu do deputado Matheus Cadorin (Novo), presidente do colegiado. O debate ocorrerá no auditório Antonieta de Barros, com data a ser definida.

 

Previsões climáticas

Conforme a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico na região equatorial com pelo menos 0,5°C acima da média por vários meses. Meteorologistas catarinenses projetam um El Niño antecipado e mais intenso em 2026, com chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas a partir de julho. A Defesa Civil explica os impactos do fenômeno na formação de nuvens e distribuição de chuvas.

 

Prevenção e gestão

A audiência reunirá meteorologistas, órgãos de segurança e defesa civil para avaliar a preparação de Santa Catarina diante da gravidade das previsões, buscando evitar a repetição de tragédias como as ocorridas no Rio Grande do Sul. A política pública visa fortalecer a capacidade de resposta do estado a eventos climáticos extremos.

 

Escuta nas escolas

O objetivo da escuta é identificar fragilidades e boas práticas em ensino e estrutura para obter um diagnóstico que vai orientar a atuação tanto do gestor quanto do controlador. (Foto: Divulgação / TCE-GO)

O Tribunal de Contas de Goiás (TCE-GO) lançou o projeto “Escuta nas Escolas”, que aplicará questionários anônimos para estudantes, professores, pais e responsáveis de toda a rede pública estadual entre os dias 11 e 15 de maio de 2026. A iniciativa foi apresentada em reunião on-line com 80 supervisores regionais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O projeto foi idealizado pelo conselheiro do TCE-GO, Kennedy Trindade.

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Diagnóstico estruturado

A secretária de Controle Externo do TCE-GO, Ana Paula Rocha, explicou que o objetivo não é punir gestores, mas identificar fragilidades e boas práticas em ensino e infraestrutura escolar. O diagnóstico obtido orientará tanto a atuação do gestor público quanto do controlador. A pesquisa visa mapear condições reais das escolas e a percepção da comunidade sobre a qualidade do ensino.

 

Vanguarda no controle

A secretária de Controle Externo do TCE-GO destacou que a imagem dos tribunais de contas costuma ser associada apenas à verificação de regularidade, mas hoje o controle atua mais na indução de melhorias em articulação com os entes envolvidos nas políticas públicas. Ela classificou a ação como de vanguarda no controle externo.

 

Obras retomadas

São Paulo retomou obras de seis UPAs, 12 CEUs, terminal Itaquera, BRT Radial Leste e piscinão Capão Redondo, que estavam paradas há mais de uma década. (Foto: Divulgação / Prefeitura de SP)

A prefeitura de São Paulo retomou, desde 2021, obras paralisadas há mais de 10 anos. Seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) com contratos rescindidos em 2016 foram concluídas: Vila Mariana, Jabaquara, Parelheiros, Mooca, Cidade Tiradentes e City Jaraguá. Na educação, dos 20 Centros Educacionais Unificados (CEUs) previstos, apenas um havia sido entregue até 2016, com 12 paralisados entre 1% e 39% de execução; todas foram concluídas até 2022, e mais cinco novos CEUs foram entregues desde 2021.

 

Mobilidade e drenagem

O Terminal Itaquera, prometido para a Copa de 2014, foi relicitado e retomado em 2023, com 36 mil m² e capacidade para 400 mil passageiros/dia. O BRT Radial Leste, com contrato suspenso em 2016, foi relicitado e iniciado em setembro de 2024 (9,8 km, 400 mil passageiros/dia). O corredor Itaquera foi readaptado a partir de 2022. No combate a enchentes, o piscinão Capão Redondo teve projeto revisado para reduzir desapropriações (de mais de 800 para menos famílias) e obras retomadas em 2022, com conclusão prevista para 2026.

 

Segurança Pública

A Guarda Civil Metropolitana foi ampliada em 2 mil agentes (totalizando 7.500), cumprindo meta prevista no Programa de Metas 2013-2016, que só havia contratado 500 na época. Um novo concurso está em andamento.

 

Alagoas adere ao regime emergencial do diesel

Sanção da lei autoriza o governo alagoano a aderir ao Regime Emergencial Federal de Abastecimento Interno de Combustíveis. (Foto: Divulgação / Secom-Gov-AL)

O governador das Alagoas, Paulo Dantas (MDB), sancionou lei que autoriza o estado a aderir ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, instituído pela Medida Provisória (MP) 1349 de 2026 do governo federal. A medida foi publicada no Diário Oficial estadual em 6 de maio de 2026 e visa assegurar o abastecimento regular de óleo diesel rodoviário diante da volatilidade internacional dos preços, agravada pelos conflitos no Oriente Médio.

 

Subvenção de R$1,20

O estado contribuirá com R$ 0,60 por litro de diesel, valor somado à parcela da União no mesmo montante, totalizando subvenção de R$ 1,20 por litro a importadores e distribuidores. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas em segundo turno. O governo estadual buscará minimizar os impactos da alta do combustível sobre o custo de vida, já que o transporte rodoviário é a principal via de circulação de mercadorias.

 

Benefícios e cooperação

Entre os benefícios esperados estão a manutenção do abastecimento, a redução de riscos de desabastecimento e a preservação da estabilidade logística para setores como transporte de cargas, comércio, indústria e abastecimento de alimentos. A Secretaria da Fazenda (Sefaz) fornecerá informações para o cálculo da subvenção ao Confaz e à Agência Nacional do Petróleo (ANP). A participação financeira do estado respeitará limites da MP federal.

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