O ex-ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro (PSD) reagiu com críticas fortes à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), classificando o episódio como um duro golpe contra setores evangélicos que apoiavam a nomeação. A decisão, tomada no plenário do Senado, frustrou a expectativa criada após a aprovação do nome na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis — um placar apertado, mas suficiente para barrar o indicado do presidente Lula.
A derrota de Messias no plenário acendeu um clima de tensão e debate nos bastidores políticos. Para Fávaro, o resultado não refletiu apenas uma escolha técnica, mas carregou um peso simbólico e político, especialmente por envolver o apoio declarado de lideranças religiosas ao então candidato à vaga na Suprema Corte.
Em publicação nas redes sociais, o senador reconheceu a soberania do Senado, mas fez questão de marcar posição. “A vontade do Senado é soberana e a gente tem que respeitar. Mas eu não posso deixar de me posicionar”, afirmou, sinalizando incômodo com o desfecho da votação.
Em tom mais enfático, Fávaro elevou o discurso ao associar a decisão a uma frustração do público religioso. “Aqueles colegas senadores que barraram a ida do Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, barraram também a vontade do povo de Deus, a vontade dos cristãos que estavam apoiando mais um homem de Deus para ser o ministro da Suprema Corte. Isso tem que ser dito. Infelizmente, quem barrou Messias, barrou a vontade dos evangélicos, do povo de Deus”, declarou.
A fala repercutiu rapidamente e ampliou o debate sobre os critérios adotados na escolha de ministros para o STF, além de expor divisões dentro do próprio Senado. O episódio ganhou ainda mais peso por envolver temas sensíveis como religião, política e representatividade institucional.
Outros parlamentares também se manifestaram. Os senadores Jayme Campos (UB) e Wellington Fagundes (PL), que votaram contra a indicação, usaram as redes sociais para comentar a decisão histórica que rejeitou o nome de Jorge Messias como sucessor de Luís Roberto Barroso na Corte, reforçando o clima de polarização em torno do tema.
















