A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) decidiu agir rápido para conter especulações e mandou um recado direto ao cenário político: não existe qualquer negociação com o grupo ligado ao ex-prefeito de Cuiabá. A posição foi definida em reunião na noite de terça-feira (29).
O encontro reuniu dirigentes das siglas e terminou com uma decisão unânime. A federação não só negou qualquer aproximação, como também classificou as informações que circulam como parte de uma movimentação política para gerar desgaste e confusão.
Nos bastidores, a avaliação é de que os rumores têm endereço certo: adversários tentando plantar dúvidas e desorganizar o campo de oposição no estado. A estratégia, segundo integrantes, seria criar um ambiente de instabilidade em meio às articulações para as próximas eleições.
Enquanto isso, o grupo reforça que já tem um roteiro bem definido. A prioridade é clara: trabalhar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fortalecer o nome do senador Carlos Fávaro e consolidar um projeto político próprio em Mato Grosso.
Dentro desse planejamento, a pré-candidatura de Natasha Slhessarenko ao Governo do Estado segue como peça central. Paralelamente, a federação também mira ampliar sua força política, com a meta de eleger dois deputados federais e crescer na Assembleia Legislativa.
Apesar de fechar portas para algumas frentes, a federação mantém diálogo em outro campo. O ex-governador Pedro Taques, que é pré-candidato ao Senado pelo PSB, participou da reunião, apresentou propostas e entrou na lista de possíveis composições — ainda sem definição.
Mesmo assim, o grupo não descarta alternativas internas e mantém nomes como os das professoras Edna Sampaio e Patrícia Nogueira no radar para a disputa ao Senado. Com novas reuniões já previstas, a federação tenta manter o controle do tabuleiro e avançar com cautela nas decisões.




























