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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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“Obra” de Alcolumbre

Pesquisas mostram Pacheco com menos de 10% das intenções de votos ao Palácio da Liberdade. A rejeição de Messias pode fazer mudanças profundas no quadro eleitoral: com o senador mineiro desistindo da candidatura para ser o nome de “consenso” para o STF. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

A rejeição histórica pelo Senado ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar um assento no Supremo Tribunal Federal (STF) é “obra” do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apontado como o “grande artífice” da derrota governista. O Planalto estuda romper com Alcolumbre retirando o apoio à reeleição do governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade), aliado de Alcolumbre.

 

A estratégia

Alcolumbre avisou aliados que, se Messias fosse derrotado, a partir de então todos os governos teriam que negociar com os senadores as indicações para a Suprema Corte. Questionado pelo líder do MDB, Eduardo Braga (AM), sobre um “plano B” para o pós-derrota, Alcolumbre teria respondido: “não tenho”. Nos bastidores, porém, ele já articula o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga aberta na Corte desde a aposentadoria do ministro Luís Barroso, em novembro.

 

Pacheco como aposta

Pacheco, pré-candidato ao governo de Minas, já tinha sido “indicado” anteriormente pelo próprio Alcolumbre, mas Lula recusou a “indicação” por entender que precisaria do político mineiro para formar um grande palanque no estado considerado decisivo em eleições presidenciais. Desde 1989, quem ganha em Minas se elege presidente.

 

Rejeição de um segundo evangélico no STF

Senadores bolsonaristas Marcio Bittar (PL-AC), Magno Malta (PL-ES), Rogerio Marinho (PL-RN) e os deputados bolsonaristas Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Gustavo Gayer (PL-GO) comemoram rejeição pelo Senado do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. (Foto: Ton Molina / Agência Senado)

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF com 34 votos a favor e 42 contra, a primeira derrota de um nome desde 1894, quando o médico Barata Ribeiro indicado pelo então presidente Floriano Peixoto teve o nome rejeitado. A votação contou com apoio maciço de bolsonaristas e do centrão liderado por Davi Alcolumbre. Messias, evangélico batista, tinha o apoio de inúmeras organizações evangélicas para ser o segundo evangélico na corte.

 

“Traição bolsonarista”

Evangélicos não são um bloco monolítico: apenas 30% são considerado bolsonaristas radicais. A aposta, no Planalto, é que evangélicos moderados tendem a ver a derrota de Messias como uma traição contra um “irmão de fé”. A decisão dos bolsonaristas de barrar o nome pode ter sido um “erro estratégico” de parte do bolsonarismo que tem no campo religioso, uma de suas principais bases de apoio.

 

Chance de ouro

Fontes do Planalto ouvidas pela reportagem desta coluna avaliam que a derrota provocada pelo bolsonarismo é uma “chance de ouro” para Lula se aproximar de evangélicos moderados. Se conseguir o apoio de 5% desse segmento, isso pode ser decisivo em uma eleição que promete ser apertadíssima. Mais do que isso, a rejeição do bolsonarismo a Messias pode se tornar um “xeque-mate” ao bolsonarismo.

 

Aliança contra Messias

A rejeição pelo Senado ao nome do evangélico Messias pode abrir uma fissura no campo evangélico, considerado uma das principais bases do bolsonarismo contra o governo Lula. (Foto: Ton Molina / Agência Senado)

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF com 42 votos contra e 34 a favor, em uma aliança entre o bolsonarismo e o “centrão” comandado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Uma das razões da derrota que vem sendo apontada seria para evitar que Messias se juntasse na Suprema Corte à André Mendonça, indicado por Bolsonaro, para evitar que os dois ministros evangélicos fizessem uma “dobradinha” em casos sensíveis, como o escândalo do Banco Master, que atinge figuras do centrão, inclusive Alcolumbre.

 

Risco à hegemonia

A suposta parceria entre Mendonça e Jorge Messias vinha sendo vista como uma ameaça à hegemonia bolsonarista sobre o campo evangélico. Bolsonaristas temiam que aproximação dos dois no STF poderia ser uma ameaça à hegemonia bolsonarista sobre o campo dos evangélicos e abrir alianças de evangélicos com Lula nas eleições de outubro.

 

“Grande acordo”

Fontes apontam que Alcolumbre teria feito um “grande acordo” com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, que envolveria uma “troca simples”: o bolsonarismo ajudaria a barrar a CPI do Banco Master em troca da derrubada do veto de Lula ao “PL da a Dosimetria”, que reduz penas dos condenados da tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.

 

Cresce movimento por uma mulher negra no STF

Desde a criação do STF, em 1891, 171 ministros ocuparam assentos na Corte, mas nenhuma foi uma mulher negra. (Foto: Divulgação / Abradep)

A derrota de Jorge Messias no Senado fez crescer o movimento para indicar uma mulher negra para o Supremo Tribunal Federal (STF). O “Movimento Mulheres Negras” acredita que a hora para reforçar a presença de uma jurista negra na Corte passou agora a ser uma questão fundamental para confrontar a aliança formada por bolsonaristas e pelo “centrão” de Alcolumbre.

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Lista de juristas

O movimento, que já tinha enviado ao presidente Lula em outubro de 2025, uma lista com nove juristas negras para a vaga deixada aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, destaca a juíza Adriana Cruz; a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edilene Lobo; a defensora pública Lívia Casseres; a promotora Lívia Sant’Anna Vaz; a advogada Sheila de Carvalho; e a ministra-substituta do TSE, Vera Lúcia Santana Araújo.

 

Pressão eleitoral

Com o advogado-geral da União, Jorge Messias, barrado pelo Senado, os apoiadores por uma indicação de uma jurista negra seria um “custo político” difícil de ser barrado nas vésperas da eleição de outubro. O movimento defende que a indicação agora de uma jurista negra, com notório saber e reputação sólida, representaria uma mudança estrutural, enfrentando o racismo e levando ao STF uma perspectiva ausente na Corte desde a sua fundação.

 

Acordo cumprido

Alcolumbre enterra CPI do Master em acordo com bolsonaristas. (Foto: Pedro Ladeira / Folhapress)

Um dia após a rejeição histórica de Jorge Messias para o STF, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, materializa o acordo entre “centrão” e o bolsonarismo para derrubar o veto de Lula ao “PL da Dosimetria”. Em sua fala na sessão, declarou a prejudicialidade de dispositivos que conflitavam com a Lei Antifacção: endurecimento de penas, mas manteve o núcleo que reduz penas para condenados do 8 de janeiro e também para crimes hediondos e de organização criminosa.

 

Benefício amplo

A derrubada do veto beneficiará mais de 200 mil condenados, pois permite remição por estudo e trabalho a presos em regime domiciliar, que hoje chega a 235 mil pessoas. O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses, poderá ter sua pena reduzida para cinco anos.

 

CPI do Master enterrada

Em troca do apoio do bolsonarismo à rejeição de Jorge Messias e à derrubada do veto, Alcolumbre não leu o requerimento da CPI do Master, que investigaria relações de ministros do STF e políticos com o banqueiro Daniel Vorcaro. O acordo selou o compromisso de não contestar essa decisão.

 

Gestão de Rio Branco

Demandas do relatório de gestão da ouvidoria da Câmara Municipal de Rio Branco inclui questões como assédio, transparência, educação e mobilidade. (Foto: Divulgação / CMRB)o relatório de gestão da ouvidoria da Câmara Municipal de Rio Branco inclui questões como assédio, transparência, educação e mobilidade. (Foto: Divulgação / CMRB)

A Câmara Municipal de Rio Branco divulgou o Relatório de Gestão da Ouvidoria referente a 2025. O documento atende à legislação federal sobre participação e defesa dos direitos dos usuários de serviços públicos. A Ouvidoria atua como ponte entre o cidadão e a administração, recebendo, analisando e encaminhando manifestações para aprimorar os serviços e fortalecer a transparência institucional.

 

Dados e canais

Foram registradas 21 manifestações, principalmente por canais digitais (plataforma Fala.Br, WhatsApp e e-mail), além de atendimento presencial. As demandas envolveram solicitações de informação, conduta de agentes públicos, assédio moral e sexual, transparência, educação e mobilidade urbana. Todas foram analisadas e encaminhadas, com respostas dentro dos fluxos administrativos.

 

Participação social

A Ouvidoria também registrou 55 inscrições para uso da Tribuna Popular em 2025, ampliando o diálogo entre sociedade e Legislativo. O relatório evidencia o papel da ouvidoria na escuta ativa, identificação de demandas recorrentes e melhoria da gestão pública.

 

CPI dos pedágios

A CPI ouviu críticas de que o modelo prioriza arrecadação em detrimento de investimentos efetivos em infraestrutura. (Foto: Divulgação / ALRS)

A CPI dos Pedágios da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul ouviu representantes do movimento RS Pedágios Não, que criticaram o modelo de concessões rodoviárias do estado. As principais queixas foram o valor das tarifas, a cobrança antes das melhorias nas estradas, a falta de diálogo com a população e inconsistências contratuais. O movimento pede a revisão dos projetos em andamento.

 

Intervenção federal

A deputada estadual Sofia Cavedon (PT) afirmou que o governo estadual concede rodovias à iniciativa privada, a concessionária descumpre o contrato e ainda recebe reajuste tarifário, incluindo reposição de arrecadação de meses sem cobrança. Ela destacou que foi necessária intervenção do governo federal e da Senatran para suspender multas que não tinham caráter pedagógico.

 

Controle público

A deputada defende que o estado oriente os cidadãos sobre como reaver valores pagos indevidamente e retirar pontos da CNH. Cavedon também criticou a falta de controle público e social sobre os pedágios, afirmando que a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) não vem cumprindo seu papel de gestão por decisão do governo estadual.

 

Alerta do TCE-MG

Medida do TCE-MG segue a Lei de Responsabilidade Fiscal. (Foto: Divulgação / TCE-MG)

O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) emitiu alerta ao governo estadual e ao Tribunal de Justiça sobre gastos com pessoal no terceiro quadrimestre de 2025, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. O Poder Executivo registrou despesa de R$ 53,8 bilhões, equivalente a 48,21% da Receita Corrente Líquida (Rcl), percentual acima do limite legal. Diante da extrapolação, o governo estadual deve adotar as restrições previstas na lei até o retorno ao teto permitido.

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TJMG também alertado

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) também foi alertado. O TJMG teve despesa com pessoal de R$ 5,9 bilhões no mesmo período, representando 5,35% da receita corrente líquida (RCL). Esse valor superou o limite de alerta definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, exigindo atenção do órgão para adequação dos gastos.

 

Relatoria e prazo

O processo foi relatado pelo conselheiro Gilberto Diniz e apresentado na 7ª sessão do Pleno de 2026. O alerta baseia-se em dados do Relatório de Gestão Fiscal e em estudo técnico do próprio tribunal. A medida visa garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e evitar sanções por descumprimento dos limites de gastos com pessoal.

 

Jogos em Campo Grande

Jogos da Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande tem 2,5 mil pessoas no Guanandizão. (Foto: Divulgação / PMCG)

A abertura dos Jogos da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande (MS) reuniu cerca de 2,5 mil pessoas no Ginásio Guanandizão. O evento marcou o início do 40º Jogos Infantis (Jires), 49º Jogos Escolares (Jeres) e 16º Jogos Paradesportivos (Jopares). As competições começam em 4 de maio e seguem até dezembro, com modalidades individuais e coletivas.

 

Discurso da prefeita

A prefeita Adriane Lopes (PP) destacou os avanços na educação e o fortalecimento do esporte escolar, afirmando que a gestão enfrentou desafios e hoje tem mais estudantes atendidos e professores valorizados. A secretária-adjunta Maria Lúcia de Fátima Oliveira ressaltou que o esporte transforma, motiva e aproxima os alunos, com número recorde de participantes em projetos esportivos.

 

Valores do esporte

O chefe da Divisão de Esporte, Arte e Cultura (DEAC), da capital sul-mato-grossense, Roberto Vieira Pereira, enfatizou o caráter formativo dos jogos: integração, respeito, superação e trabalho em equipe. Os jogos escolares utilizam o esporte como instrumento de desenvolvimento integral, inclusão e promoção de oportunidades dentro e fora da escola.

 

Paraíba apoia eventos

O apoio foi consolidado durante reunião com representantes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Paraíba (FCDL-PB) e das CDLs de João Pessoa e Campina Grande. (Foto: Divulgação / Secom-Gov-PB)

O governador Lucas Ribeiro (PP) firmou apoio do governo da Paraíba para a realização inédita no estado da Convenção Nacional do Comércio Lojista, prevista para agosto no Centro de Convenções de João Pessoa. O evento deve reunir cerca de três mil participantes de todo o país, projetando a Paraíba como destino estratégico para grandes eventos, impulsionando o turismo de negócios e a economia local (comércio e serviços).

 

Patrocínio cultural

O governador, que é pré-candidato nas eleições de outubro, também anunciou patrocínio de R$ 2,5 milhões à edição deste ano do “Maior São João do Mundo”, em Campina Grande. O investimento, formalizado com a empresa realizadora e a prefeitura, tem como contrapartida a ampliação da participação de expressões da cultura popular paraibana no palco principal. 

 

Impacto econômico

O patrocínio reforça o compromisso com uma festa que movimenta a economia, gera emprego, atrai turistas e valoriza a cultura local. O presidente da FCDL-PB destacou o apoio governamental como essencial para viabilizar a iniciativa, ao lado do Sebrae. O governo já atuava com investimentos em segurança, saúde e divulgação; agora consolida apoio financeiro direto ao evento.

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