Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

SOBRETUDO. O MDB pode decidir uma coisa e fazer outra

publicidade

A reunião convocada pelo governador expõe o ponto mais sensível da eleição em Santa Catarina. O partido que sempre decidiu o jogo pode chegar dividido ao momento decisivo.

O movimento que parece simples, mas não é

O governador Jorginho Mello chamou prefeitos e vice-prefeitos do MDB para uma reunião em Florianópolis. O encontro foi remarcado para o dia 27, mas o adiamento não muda o essencial.

Não se trata de agenda institucional.
É articulação política direta, pois o foco não está na direção do partido. Está na base.

O MDB vive sua divisão mais real

Hoje, o MDB não está apenas indeciso. Está dividido em três caminhos claros.

Um grupo que acompanha a articulação com João Rodrigues, outro que já se aproxima do governo e uma base municipal que tende a seguir quem garante governabilidade.

Essa reunião mira exatamente esse terceiro grupo. E esse grupo costuma decidir eleição.

Prefeito não espera decisão partidária

O MDB em Santa Catarina tem uma característica que poucos partidos mantêm. Ele ainda é municipalista.

Prefeitos e vice-prefeitos não esperam definição formal para se posicionar. Eles se movem conforme o acesso a recursos, relação institucional e viabilidade eleitoral. E é exatamente isso que o governo está explorando.

Leia Também:  Estudante morta no Paraguai mantinha amizade com ex, diz irmão

O governo joga antes da convenção

Ao reunir prefeitos antes de qualquer definição formal do MDB, Jorginho antecipa o jogo. Cria um fato político, mostra volume e pressiona a direção partidária.

Quando a decisão oficial chegar, ela pode já estar esvaziada na prática.

A base começa a decidir pelo partido

Esse é o ponto mais importante.

Se um número relevante de prefeitos comparecer e aderir ao projeto do governo, o MDB entra em um cenário delicado.

Pode decidir um caminho formal e executar outro na eleição

Isso não é incomum. Mas é sempre desgastante.

O impacto direto na oposição

Esse movimento atinge diretamente a construção de João Rodrigues.

Sem o MDB estruturado ao seu lado, ele perde capilaridade, presença regional e capacidade de mobilização. A aliança deixa de ser robusta e passa a ser incerta.

O Sul entra no radar estratégico

A mobilização de prefeitos da região da Amesc não é casual. O Sul sempre foi território relevante para o MDB.

Se essa região começa a migrar, o efeito não fica local. Ele se espalha, e pode alterar o comportamento de outras regiões.

Leia Também:  HEMOSC lança novos modelos de carteirinhas para doadores de sangue em Santa Catarina

A política começa a sair do controle dos partidos

Esse episódio revela algo maior.

Os partidos ainda tentam controlar o tempo das decisões, mas a base já começou a se movimentar.

E, quando isso acontece, o comando formal perde força.

 

PONTO DE VISTA

O MDB sempre foi um partido que decidia eleições em Santa Catarina. Não apenas pelo tamanho, mas pela capilaridade e pela capacidade de organização.

Hoje, esse mesmo partido corre o risco de chegar na eleição com duas posições ao mesmo tempo. Uma formal e outra real.

O movimento do governador não resolve o MDB. Mas pressiona. Antecipando o jogo, ele força o partido a escolher entre manter o controle ou assistir sua base decidir por conta própria.

Na política, partido dividido não é novidade. O problema é quando a divisão deixa de ser interna e passa a ser pública.

Quando isso acontece, não é mais o partido que escolhe o caminho. São os seus próprios integrantes.

E, nesse tipo de cenário, quem chegar primeiro costuma levar a vantagem.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade