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Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Troca de farpas

Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira trocam farpas nas redes digitais após publicação de vídeo sobre PiX. (Foto: Reprodução / Redes digitais)

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) protagonizaram um bate-boca nas redes digitais no último final de semana, após uma interação irônica de Nikolas em uma publicação de Eduardo. O filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro fez um desabafo, acusando Nikolas de desrespeito e de ter se tornado uma “versão caricata de si mesmo”. Eduardo também sugeriu que o deputado estaria priorizando visibilidade nas redes em vez de colaborar com a campanha do senador Flávio Bolsonaro.

 

Raiz do conflito

O atrito teve início quando Nikolas compartilhou um vídeo em que o presidente Lula ironiza Donald Trump ao comentar sobre o PiX, atribuindo a criação do sistema ao governo Bolsonaro. Apesar do conteúdo favorável ao ex-presidente, a publicação desagradou Eduardo, que já havia criticado o perfil responsável pelo vídeo. Nikolas reagiu com ironia, intensificando o conflito, e seus apoiadores saíram em sua defesa.

 

Michelle entra na cena

Após a troca de acusações, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou em seus “stories” um vídeo publicado por Nikolas Ferreira. O conteúdo, porém, não tinha relação direta com o desentendimento: tratava-se de um comentário do deputado sobre uma cena do filme “A Paixão de Cristo”. A postagem de Michelle ocorreu em meio ao clima de tensão entre os aliados do ex-presidente Bolsonaro.

 

JHC mantém suspense

Ex-prefeito de Maceió conversa com PT e PL e busca definir qual a melhor estratégia para às eleições de outubro. (Foto: Reprodução / Redes digitais)

O agora ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas – JHC, recém filiado ao PSDB, renunciou ao cargo na última sexta-feira, 3 de abril, em cerimônia no lançamento da obra Renasce Salgadinho, símbolo da sua gestão. Com a saída, assume o vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos).

 

Discurso de candidato ao governo

JHC afirmou: “Podemos levar essa mudança de Maceió para toda Alagoas”, sinalizando possível candidatura ao governo estadual, mas sem confirmar. Ele mantém suspense sobre disputar o governo estadual ou o Senado, tampouco definiu para qual direção sua pré-candidatura irá tomar.

 

Articulações cruzadas

O ex-prefeito conversa tanto com o PT e o presidente Lula quanto com o PL de Valdemar da Costa Neto e o deputado Arthur Lira (PP). Lira aspira ser candidato ao Senado numa chapa encabeçada por JHC, mas o prefeito que se reelegeu com a ajuda do bolsonarismo, em 2024, adota postura de neutralidade na disputa presidencial. Em 2020, quando se elegeu pela primeira vez prefeito, estava filiado ao PSB.

 

Elogio a Lula

Em janeiro, JHC elogiou Lula que visitava Maceió, irritando bolsonaristas. Essa teria sido a principal razão para deixar o PL e procurar uma nova legenda: o PSDB, com objetivo de garantir liberdade para decidir seu destino.

 

Cenários

Se for candidato ao governo, JHC enfrentará Renan Filho (MDB). Se optar pelo Senado, afetará diretamente Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB), que busca mais uma reeleição. Pesquisas mostram JHC à frente de Renan Filho em alguns levantamentos. O PSDB, por meio do seu presidente nacional, Aécio Neves (MG), garantiu ao ex-prefeito porta aberta para lançar candidatura ao governo, ao Senado ou, se preferir, uma dobradinha com a sua esposa.

 

Caiado por sua filha

Em depoimento nas redes, filha de Caiado revela que o pai “adora ser paparicado” e detesta mentira. (Foto: Reprodução / Redes digitais)

Em depoimento nas redes digitais, a advogada Anna Vitória Caiado, filha do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), revelou traços da personalidade do pai.

 

“Carinhoso, caseiro” e bem humorado

Ela o descreveu como carinhoso, caseiro, amante de séries, piadas, animais e da vida no campo. Segundo ela, o que mais o agrada é ser “paparicado” pelas filhas, e o que o tira do sério é a mentira: “Você tem que ter hombridade, falar a verdade”.

 

Trajetória profissional

Anna Vitória é advogada e conselheira federal da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO). Em abril de 2025, foi nomeada presidente da Comissão Nacional de Legislação do Conselho Federal da OAB. Foi Procuradora-Geral da prefeitura de Goiânia na gestão do ex-prefeito Iris Rezende (MDB), já falecido, e coordenou o comitê jurídico da campanha do pai em 2018. Anna também integrou a equipe jurídica do grupo Equatorial, conglomerado de energia que atende 34 milhões de pessoas em oito estados do país.

 

Valores familiares

Caiado, que lidera as pesquisas ao Planalto em Goiás, é descrito pela filha como alguém que preza a leveza e a honestidade acima de tudo. “Na vida a gente só tem o nosso caráter”, afirmou Anna Vitória. O governador vem mantendo uma intensa agenda de pré-campanha, aliando discurso de segurança, educação e desenvolvimento econômico.

 

ACM Neto e Coronel juntos

ACM Neto e Ângelo Coronel, ex-aliado do PT baiano, realizam primeira agenda no interior da Bahia após lançamento da chapa de oposição. (Foto: Reprodução / Redes digitais)

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), participou no último sábado, 4, da Pascoareta em Pé de Serra (BA), ao lado da prefeita Zeide da Farmácia (União Brasil). O evento marcou a primeira agenda no interior após o lançamento oficial da chapa de oposição, ocorrido em Feira de Santana, com a presença do prefeito Zé Ronaldo de Carvalho (União Brasil).

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Apoios e presenças

A atividade reuniu o senador Ângelo Coronel (Republicanos), ex-PSD que rompeu com o grupo petista, pré-candidato à reeleição, o deputado federal Paulo Azi (União Brasil), ex-prefeitos. Durante a programação, o ex-vice-prefeito de Pé de Serra pelo PT, Antonio de Pedro, anunciou apoio a ACM Neto, em meio à consolidação da chapa oposicionista no estado.

 

Chapa definida

A composição foi apresentada em Feira de Santana: ACM Neto como pré-candidato a governador, o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), como vice, e Ângelo Coronel e o ex-ministro João Roma (PL) como pré-candidatos ao Senado. A Pascoareta, tradição local desde 1939, contou com expressiva participação popular.

 

Silveira acuado em MG

Alexandre Silveira (PSD) perde espaço em Minas com a pré-candidatura de Rodrigo Pacheco, agora no PSB, ao Palácio da Liberdade, apoiada por Lula. Silveira desiste de concorrer e fica no ministério. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, inviabilizando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), que ficou sem espaço na chapa. Com isso, Silveira desistiu de concorrer a qualquer cargo e decidiu permanecer no governo. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), será a candidata ao Senado pela chapa de Pacheco.

 

PSD na oposição em Minas

O PSD mineiro fechou as portas para Silveira e se alinhou à oposição ao filiar o vice-governador Mateus Simões, que era do Novo e ex-aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato ao Planalto. O PSD deve apoiar a tentativa de reeleição do senador Carlos Viana (Podemos).

 

Estratégia de Kassab

A estratégia do PSD mineiro faz parte das articulações do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, que usa Minas para equilibrar a balança: apoia Lula no Rio e no Nordeste, mas puxa a oposição em Minas e com Ronaldo Caiado na Presidência.

 

Silveira se agarra ao cargo

Silveira convenceu Lula a mantê-lo na Esplanada para, num eventual segundo turno, dividir o PSD mineiro e evitar o apoio maciço da legenda a Flávio Bolsonaro. Aliados de Pacheco ironizam que Silveira “compra fiado” sua permanência. No Planalto, porém, a versão é que Lula não quis trocar o ministro da pasta em meio à guerra no Oriente Médio, que já afeta o preço dos combustíveis.

 

Messias no STF

Se aprovado, Messias assumirá a cadeira na Suprema Corte que era do ex-ministro Luís Roberto Barroso, que, em outubro de 2025, antecipou sua aposentadoria na mais alta Corte do país. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o advogado-geral da União, Jorge Messias, já tem votos suficientes no Senado para ser aprovado como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Com base nessa certeza, Lula decidiu enviar a mensagem presidencial com a indicação nesta quinta-feira, 2, após quatro meses de espera, encerrando uma queda de braço com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tentava emplacar o senador Rodrigo Pacheco (PSB), agora pré-candidato ao governo de Minas.

 

Resistência de Alcolumbre

Alcolumbre resistia à indicação de Messias e atrasava a sabatina, incomodando ministros do STF e senadores de diferentes espectros. Até o PL, maior partido de oposição, já apoia o nome de Jorge Messias, após trabalho da bancada evangélica mobilizada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo ministro André Mendonça, também evangélico. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Messias será aprovado.

 

Pressão sobre Alcolumbre

Lula disse a interlocutores que “a bola agora está com Alcolumbre” e que, se o presidente do Senado quiser derrubar a indicação, terá que arcar com as consequências. O atraso na sabatina já desagrada senadores e aumenta a carga de trabalho dos demais ministros do STF. Alcolumbre, que busca o apoio de Lula à reeleição do governador do Amapá, Clécio Luis (União Brasil), vê sua posição se enfraquecer.

 

AM: eleição indireta

Governador e vice do estado do Amazonas, Wilson Lima e Tadeu de Souza, renunciam, no último instante para se desincompatibilizar e concorrer nas eleições de outubro. Presidente da Assembleia assume o comando do Executivo local. (Foto: Divulgação / Aleam)

O governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice-governador Tadeu de Souza (Progressistas) renunciaram aos cargos na madrugada do último domingo, 5, abrindo vacância dupla no Executivo estadual. A saída atende ao prazo legal de desincompatibilização para disputar as eleições de outubro. Wilson deve concorrer ao Senado, enquanto Tadeu buscará uma vaga para a Câmara dos Deputados. Com a renúncia simultânea, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), assumiu interinamente o governo, conforme a linha sucessória.

 

Eleição indireta

A Constituição do Amazonas determina que, em caso de vacância nos dois últimos anos do mandato, a escolha do novo governador será feita por eleição indireta pelos 24 deputados estaduais, em até 30 dias. O novo presidente da Aleam, Adjuto Afonso, anunciou que as regras do processo serão votadas na terça-feira, 7. O eleito completará o mandato até 31 de dezembro de 2026. Roberto Cidade surge como um dos principais nomes, mas, se eleito, terá que renunciar ao Legislativo, podendo ser candidato à reeleição de governador nas eleições de outubro.

 

Implicações eleitorais

Especialistas em direito eleitoral consultados afirmam que a posse interina de Cidade, por ser automática e temporária, não deve gerar inelegibilidade para as eleições de 2026, pois não houve escolha política direta. Em vídeo, Wilson Lima justificou a renúncia: “Posso contribuir ainda mais com o Amazonas em uma nova frente”. Ele destacou programas sociais e investimentos na saúde como marcos de sua gestão.

 

Omar Aziz favorito no AM

Senador Omar Aziz (PSD) é favorito ao governo do Amazonas em outubro, com Eduardo Braga (MDB) ao Senado. Renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza abriu eleição indireta. (Foto: Carlos Moura / Agência Senado)

A renúncia simultânea do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice-governador Tadeu de Souza (Progressistas) reconfigurou o cenário político amazonense. Com a vacância, o presidente da Aleam, Roberto Cidade, assumiu interinamente o governo. Nos bastidores, o senador Omar Aziz (PSD) emerge como favorito para se eleger governador do Amazonas nas eleições diretas de outubro, com o ex-governador Eduardo Braga (MDB) como candidato à reeleição ao Senado. Omar atua como principal articulador, monitorando a eleição indireta que definirá o “governador-tampão” pelos 24 deputados em até 30 dias.

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Estratégias e alianças

O agora ex-governador Wilson Lima deve disputar o Senado, enquanto o ex-vice, Tadeu de Souza, buscará uma vaga na Câmara dos Deputados. Omar Aziz, que é pré-candidato ao governo, busca manter o controle político do estado e pode apoiar nomes como Ednailson Rozenha ou Marcelo Ramos na eleição indireta para preparar o terreno para sua própria candidatura futura. A mudança reposiciona forças políticas, envolvendo também o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e o senador Eduardo Braga, aliado histórico de Omar.

 

Estabilidade e expectativas

A população amazonense espera manutenção da estabilidade administrativa e continuidade dos serviços públicos. Embora não haja eleição direta neste momento, a definição do novo governador impacta investimentos, programas sociais e o ambiente político que antecede as eleições gerais. A Aleam ganha protagonismo na escolha do próximo mandatário até o fim do mandato em 2026. 

 

TV 3.0 ganha impulso

Dilma Rousseff, presidenta do NDB, libera crédito para TV 3.0 no Brasil; setor precisa de R$ 11 bi em que BNDES não pode financiar. Banco dos BRICS tem R$ 515 bi disponíveis para investimentos no setor dos países membros. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) – o banco dos BRICS –, decidiu liberar linhas de crédito para emissoras brasileiras realizarem a migração para a TV 3.0. O movimento ocorre diante das dificuldades de financiamento do setor pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo estatuto impede o crédito à radiodifusão. Mesmo com o pedido do presidente Lula, o assunto não avançou na instituição de fomento estatal.

 

Necessidade bilionária

Estima-se que a atualização tecnológica exigirá ao menos R$ 11 bilhões, envolvendo cerca de 14 mil estações e retransmissoras de TV no país. Os recursos serão destinados à compra de novos equipamentos. Algumas emissoras, como a Globo e a estatal EBC, já realizam testes de emissão do novo sinal, que combina TV aberta com internet e permite recursos como compras interativas e chats ao vivo.

 

Potencial do banco

O NDB, sediado em Xangai e criado em 2015 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, possui R$ 515 bilhões para financiar projetos de infraestrutura e modernização tecnológica nos países-membros. Dilma pediu que representantes do setor, especialmente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), iniciem negociações para viabilizar o crédito. A TV 3.0, também chamada de +DTV, representa um salto de qualidade na radiodifusão nacional.

 

Brasil na Aquasur 2026

Os principais produtos brasileiros exportados para o Chile são: carnes, cacau, café, rações para animais, soja e produtos florestais; já o Brasil importa do Chile vinhos, pescados — especialmente salmão — e frutas frescas e secas. (Foto: Divulgação / MAPA)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) participou da 13ª edição da Aquasur 2026, realizada em Puerto Montt, Chile, entre 24 e 26 de março. A feira, uma das principais da aquicultura na América Latina, reuniu mais de 550 expositores de 34 países e contou com a presença do presidente chileno José Antonio Kast na abertura.

 

Pavilhão Brasil

O Pavilhão Brasil apresentou produtos, serviços, máquinas e equipamentos, além de peixes e crustáceos para exportação, com a presença de representantes do MAPA, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de entidades do setor.

 

Lançamento e networking

Um dos destaques foi o lançamento do 8º International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2026, marcado para 2 a 4 de setembro em Foz do Iguaçu. O evento reunirá representantes de toda a cadeia produtiva do pescado para fomentar negócios e discutir inovação. A Aquasur 2026 recebeu mais de 30 mil visitantes e registrou crescimento de 37% em relação à edição anterior.

 

Relação comercial

Brasil e Chile mantêm sólida relação comercial no agro, amparada pelo Acordo de Livre Comércio em vigor desde 2022. Em 2025, o Chile importou R$ 11,33 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, cacau, café e soja. O Chile fornece ao Brasil vinhos, pescados (especialmente salmão) e frutas.

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