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SOBRETUDO. O tabuleiro virou: risco de debandada em partidos expõe divisão interna e redefine a disputa em SC

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PSD e Progressistas entram em zona de instabilidade, enquanto o movimento de Esperidião Amin divide o partido e pode colocar em risco não só sua eleição, mas a própria estrutura da sigla.

Quando o jogo deixa de ser de posição e vira de sobrevivência

A política catarinense entrou em uma fase diferente.

Não é mais sobre quem será candidato.
É sobre quem consegue manter o próprio time.

PSD e Progressistas, dois partidos centrais no tabuleiro estadual, enfrentam hoje o mesmo problema:

risco real de perda de base.

E, na política, perder base antes da eleição é começar atrás.

PSD: resolve o comando, mas abre mão de território

O PSD optou por um caminho claro:

reduzir conflito interno para consolidar um projeto único.

A saída de lideranças como Topázio Neto e Paulinho Bornhausen eliminou divergências.

Mas também retirou do partido:

força na capital
capacidade de articulação ampla
e presença em diferentes campos políticos

O resultado é um partido mais organizado — porém menor.

E isso cobra preço em eleição majoritária.

Progressistas: o risco é mais profundo — é estrutural

Se no PSD o problema é redução de amplitude, no Progressistas o risco é mais sensível.

É estrutural.

Com:
• deputados sinalizando saída
• prefeitos avaliando migração
• e pré-candidatos inseguros

o partido entra em uma zona onde o efeito dominó deixa de ser hipótese.

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Passa a ser possibilidade concreta.

A equação ficou simples para a base

Prefeitos e pré-candidatos não operam com abstração.

Operam com cálculo.

E o cálculo hoje é direto:

onde há governo
onde há estrutura
onde há chance de vitória

Se o partido não oferece essas três coisas com clareza, a base se move.

O fator Amin: de liderança a ponto de ruptura

Nesse cenário, o papel do senador Esperidião Amin se torna central.

Seus movimentos recentes dividiram o partido.

De um lado:

a executiva alinhada ao governo

Do outro:

uma estratégia própria, fora dessa linha

Isso cria um problema grave:

duas direções dentro da mesma sigla.

E partido com duas direções não sustenta base.

O risco político de uma aposta alta

Amin fez uma escolha estratégica.

Optou por não seguir o alinhamento do partido e construir alternativa.

Esse tipo de movimento pode reposicionar uma liderança.

Mas exige controle do ambiente.

Hoje, o que se vê é o contrário:
• perda de previsibilidade
• insegurança na base
• e risco de esvaziamento

Se a base começa a sair, o partido deixa de reagir — passa a correr atrás

O ponto crítico não é a decisão de lideranças.

É a reação da base.

Se deputados, prefeitos e pré-candidatos começarem a sair, o processo deixa de ser controlado.

E passa a ser:

individual
rápido
e irreversível

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O governo observa — e ocupa espaço

Enquanto PSD e Progressistas lidam com suas tensões internas, o governo avança.

Não apenas consolidando sua base.

Mas absorvendo lideranças.

E isso muda o jogo.

Porque o crescimento não vem só por apoio.

Vem por ocupação de espaço adversário.

O Senado entra no centro da instabilidade

Todo esse movimento converge para um ponto:

a disputa ao Senado.

É ali que as tensões se acumulam.

E é ali que o risco para Amin se materializa.

Sem partido coeso, sem base organizada e com concorrência potencial ampliada, a eleição deixa de ser previsível.

E passa a ser disputa aberta.

PONTO DE VISTA

O que está acontecendo em Santa Catarina não é apenas uma reorganização política.

É um teste de estrutura.

O PSD escolheu controle interno e perdeu amplitude.

O Progressistas enfrenta o risco de perder mais do que nomes — pode perder base.

E Esperidião Amin fez um movimento que pode redefinir sua trajetória.

Se estiver certo, se reposiciona.

Se estiver errado, o custo será alto:

um partido fragmentado
uma base dispersa
e uma candidatura sem sustentação sólida

Na política, nem sempre o erro está na escolha.

Às vezes, está no timing.

E, neste momento, o tabuleiro catarinense mostra que quem não controla o tempo —
acaba sendo controlado por ele.

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