Impactos da guerra

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reuniu-se nesta terça-feira, 17 de março, para discutir os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o setor. A pauta incluiu os efeitos nas cadeias de energia, defensivos agrícolas e logística, além do seguro rural, com foco na ampliação da cobertura e previsibilidade ao produtor contra perdas climáticas.
Impactos no agro
O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), e o diretor técnico da Confederação da CNA, Bruno Lucchi, defenderam medidas urgentes para conter a alta dos custos no campo e reduzir a dependência externa de insumos. A escalada do conflito tem elevado preços de combustíveis e fertilizantes, pressionando a produção nacional e a competitividade do agro.
Medidas Urgentes
Os representantes reforçaram a necessidade de reforçar a fiscalização sobre o diesel e avançar no seguro rural como ferramenta de proteção à produção. A pauta visa garantir maior segurança ao produtor diante da volatilidade internacional e das recorrentes perdas climáticas, fortalecendo a resiliência do setor agropecuário brasileiro.
FPA quer ajuste MP do diesel

A FPA vai propor emendas à Medida Provisória 1340 de 2026, que estabelece subvenção ao diesel, para incluir a isenção de PIS/Cofins também sobre o biodiesel. O deputado Arnaldo Jardim argumentou que a medida atual prejudica a competitividade do biocombustível e contraria à Constituição, que prevê regime fiscal favorecido para os biocombustíveis.
Ampliação das misturas
A FPA encaminhará ofício ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pedindo análise do aumento da mistura de biocombustíveis: de 15% para 16% ou 17% no diesel (B16/B17) e de 30% para 32% na gasolina (E32). A intenção é que o tema seja apreciado na reunião do CNPE em 19 de março, aproveitando a redução do preço do biodiesel frente ao diesel fóssil.
Impactos do conflito
Parlamentares manifestaram preocupação com o efeito sistêmico do conflito no Oriente Médio sobre os fertilizantes. Segundo a CNA, os preços da ureia subiram entre 30% e 35% e 35% do fertilizante nitrogenado vem da região. Deputados defenderam investimentos da Petrobras na retirada de gás natural offshore para reduzir a dependência externa, além da zeragem do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) como medida de alívio imediato.
Promulgação histórica

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em discurso nesta terça, 17, na sessão solene de promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, destacou a honra do Congresso em avalizar este marco após quase 30 anos de tratativas.
Trabalho diplomático
Motta homenageou diplomatas e servidores que atuaram nas negociações ao longo das décadas, classificando o trabalho como “silencioso e eloquente, persistente e invisível, decisivo”.
Valor político
O presidente da Câmara afirmou que o Congresso tratou o tema com prioridade, analisando o texto em poucas semanas por compreender que “era incabível qualquer adiamento do interesse nacional”. Motta ressaltou que, em um mundo marcado por protecionismo e unilateralismo, o acordo tem valor político e civilizatório, aproximando regiões que compartilham valores como democracia, multilateralismo e desenvolvimento sustentável.
Acordo Histórico

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em seu discurso na sessão solene de promulgação do acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia, cria um mercado de 718 milhões de pessoas, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 116 trilhões.
Benefícios do acordo
O texto prevê redução ou eliminação de tarifas para 91% dos bens europeus importados pelo Mercosul e para 95% dos bens exportados à Europa, com efeitos imediatos ou escalonados. Indústrias como máquinas, químicos, automobilística e aeronáutica terão tarifa zero.
Controle e salvaguardas
O acordo estabelece controle sanitário rigoroso, vedando produtos de desmatamento ilegal, prevendo salvaguardas para ambos os blocos, com instrumentos de defesa comercial contra sanções consideradas injustificadas. Serviços de telecomunicações, transportes e finanças serão beneficiados, e empresas do Mercosul poderão disputar licitações na Europa, com menos barreiras e burocracia para pequenos e médios exportadores.
Ex-marqueteiro de Aécio na campanha de Flávio

O publicitário mineiro Paulo Vasconcelos, que ainda presta serviços ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), deve desembarcar em Brasília nas próximas semanas para assumir a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Vasconcelos, que foi investigado no escândalo do “mensalão mineiro” por ter recebido verbas de Marcos Valério para tocar o marketing político do PSDB de Minas sob ordens do então governador Aécio Neves.
Trajetória política
Em 2018, comandou discretamente a campanha presidencial de Henrique Meirelles (MDB). Durante o governo Bolsonaro, aproximou-se do bolsonarismo por meio de sua empresa “Agência Nacional”, responsável por publicidade oficial da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, e tornou-se o principal conselheiro político do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Conexões estratégicas
Vasconcelos flertou com a consultoria publicitária do governo Lula via Agência Nacional, que atuou na Secom na gestão de Paulo Pimenta. Com o contrato fechado, o candidato do PL larga na frente no quesito “informação interna” do exército adversário, dada a capilaridade do publicitário em diferentes esferas de poder.
Disputa no TCU

Com a aposentadoria compulsória de Aroldo Cedraz, abriu-se uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) que será disputada pela Câmara. O governo lançou o deputado Odair Cunha (PT-MG) como candidato. Para derrotá-lo, a oposição, liderada pelo PL, traçou estratégia de unificar votos em torno de um nome com viés “cotista”: uma mulher ou o primeiro negro a assumir cadeira na Corte.
Candidatos em jogo
O negro na disputa é o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), apresentado por Jair Bolsonaro como “meu amigo negro”, mas com fraco desempenho legislativo. Caso sua candidatura não empolgue, a legenda pode lançar a deputada Soraya Santos (PL-RJ), associada a Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) e Arthur Lira (PP-RJ).
Segunda vaga
Até 3 de abril pode-se definir a abertura de uma segunda vaga, com a possível aposentadoria antecipada de Augusto Nardes (PP-RS), que avalia retornar à política disputando Senado ou Câmara. Nesse caso, Arthur Lira (PP-AL) surge como nome cotado para assumir a cadeira, considerado “natural” do PP. A eleição para o TCU é por maioria simples dos presentes.
Abravanel nas urnas

Uma das seis filhas de Silvio Santos — provavelmente Sílvia Abravanel — deverá ser candidata a deputada federal por São Paulo nas eleições de outubro. A ideia, ainda sem consenso entre as herdeiras, busca dar curso a um sonho do pai não concretizado: em 1989, quando Silvio Santos teve sua candidatura à Presidência barrada por problemas no registro.
Divergências internas
Daniela Abravanel, ceo do conglomerado familiar, não vê com bons olhos pretensões políticas das irmãs, mas a posição não é fechada. As seis herdeiras discutem internamente a viabilidade do projeto, que ganhou força como forma de homenagear a trajetória política interrompida do patriarca.
Neutralidade partidária
Caso a candidatura se concretize, há consenso entre as irmãs: o partido escolhido não será nem PT, nem PL, tampouco siglas identificadas com bolsonarismo ou petismo. As legendas preferidas são o PSD, de Gilberto Kassab, e o espólio do PSDB, consideradas mais leves para o ingresso na política.
Curso para adoção do TJMS

Páscoa solidária
Em paralelo, o “Projeto Padrinho” de Campo Grande promove campanha de arrecadação de chocolates para crianças e adolescentes em instituições de acolhimento da capital sul-mato-grossense. A ação também recebe doações de fraldas descartáveis, roupas e calçados, em tamanhos que vão de recém-nascido ao adulto, para atender a demanda dos abrigos.
Doações
Com a aproximação da páscoa, a campanha está arrecadando doações, com especial apelo por chocolates. Além dos doces, o projeto também recebe fraldas descartáveis, roupas e calçados, em tamanhos que vão de recém-nascido ao adulto, para atender a demanda das instituições.
Espionagem do Master

Entre julho e agosto de 2025, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tentou contratar serviços de espionagem para monitorar os bancos Itaú e BTG e os banqueiros Pedro Moreira Sales e André Esteves.
Métodos criminosos
A operação era coordenada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que liderava o grupo “A Turma”. O esquema incluía pagamentos a sites para silenciar críticas ou publicar notícias favoráveis, com valores que chegavam a R$ 2 milhões.
Agente recusa
Jairo Martins, jornalista, policial civil aposentado do DF e ex-agente da Abin com histórico em escândalos como mensalão e Lava Jato, foi procurado por Zettel para liderar a espionagem. Após avaliar os riscos, Martins recusou a oferta, temendo ficar sem proteção em meio ao conflito iminente entre Vorcaro, Zettel e os alvos da investigação.
Filhos de Ibaneis na mira

Caio Barros e João Pedro Rocha, filhos mais velhos do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tornaram-se alvo de investigadores da Receita Federal, Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público que apuram fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a REAG DTVM.
Apartamento suspeito
Caio Carvalho Barros, primogênito e advogado, teve um apartamento no luxuoso bairro do Noroeste de Brasília registrado em seu nome em março de 2025, duas semanas após o BRB anunciar a compra do Master. O imóvel, que passou por três transferências em 18 meses, foi imediatamente usado como fiança para um empréstimo junto ao BRB.
Negócios e startup
João Pedro Rocha, 21 anos, é sócio na empresa “Nação Rubro-Negra”, criada por Ibaneis em 2021 para administrar lojas do Flamengo no DF, após parceria do BRB com o clube. Atualmente, João Pedro comanda a startup de eventos esportivos “Unie”, que recebeu R$ 559 mil da Secretaria de Tecnologia do DF, e pretende disputar uma vaga de deputado distrital pelo MDB.


























