MATO GROSSO

Fávaro pede cautela após ataque dos EUA ao Irã e cita riscos para o agro brasileiro

Fávaro também participará de painéis sobre “Uma Só Saúde” e comércio agrícola sustentável com a OCDE, além de realizar reuniões bilaterais com diversos países. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o governo federal acompanha com cautela os possíveis impactos do recente ataque dos Estados Unidos ao Irã, que elevou a tensão no Oriente Médio. Segundo ele, o país do Oriente Médio é um dos principais parceiros comerciais do agronegócio brasileiro, especialmente na compra de milho, o que acende um alerta para o setor.

Fávaro destacou que o Irã é atualmente o maior comprador do milho brasileiro e que o Brasil também depende da importação de fertilizantes nitrogenados, insumo essencial para a produção agrícola. Para o ministro, o cenário exige atenção porque possíveis desdobramentos do conflito podem afetar custos de produção e o comércio internacional de grãos.

Apesar das incertezas, o ministro afirmou que não há necessidade de medidas emergenciais no momento. Segundo ele, a maior parte dos produtores que estão cultivando a segunda safra de milho já adquiriu os insumos necessários, e a implantação da safra de verão começa apenas em setembro, o que dá tempo para acompanhar a evolução do cenário internacional.

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Mesmo com o risco de aumento nos custos, representantes do setor avaliam que a escalada do conflito pode trazer efeitos positivos para algumas commodities. Em períodos de instabilidade e inflação global, investidores costumam migrar para mercados de grãos e energia, o que pode valorizar produtos agrícolas e ampliar a demanda por biocombustíveis como o etanol de milho e o biodiesel produzidos no Brasil.

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