MATO GROSSO

BASTIDORES DO PODER

Wilson reage a decisão de Max e contesta novo prazo para CPI

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O prazo extra concedido para a indicação dos membros da Comissão de Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde abriu uma nova frente de tensão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e colocou frente a frente o presidente da Casa, Max Russi (PSB), e o autor do requerimento da comissão, Wilson Santos (PSD). A decisão de ampliar por mais cinco dias o período para formação dos blocos foi recebida com forte reação e acusações de desrespeito ao regimento interno.

Wilson afirmou que a fase de indicação já estaria encerrada e que não há previsão legal para a nova dilação. Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (25), o deputado foi categórico ao contestar o ato da Presidência. “O regimento é superior ao presidente. Não tem esse direito”, declarou, ressaltando que já encaminhou ofício formal cobrando o cumprimento das normas internas.

A CPI foi criada para investigar denúncias de possíveis irregularidades em contratos e licitações da Secretaria de Estado de Saúde, com foco na movimentação financeira entre 2019 e 2023. Segundo o parlamentar, todos os requisitos foram atendidos e oito assinaturas validadas pela Mesa Diretora, prazo de 180 dias para conclusão dos trabalhos e definição clara do objeto a ser apurado.

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O ato de criação foi publicado em 6 de fevereiro e, conforme Wilson, o regimento concede cinco dias úteis para que os blocos indiquem seus representantes. Após esse prazo, sustenta ele, a prerrogativa passa automaticamente ao presidente da Assembleia. Dois blocos já apresentaram nomes por meio das líderes Janaina Riva (MDB) e Lúdio Cabral (PT), com titulares e suplentes devidamente protocolados.

Sem ver justificativa para novo prazo, o deputado defende que a comissão seja instalada imediatamente e que os trabalhos tenham início ainda nesta semana. Ao ser questionado sobre a possibilidade de a CPI perder força, como já ocorreu em outras ocasiões, foi enfático ao afirmar que pretende conduzir os trabalhos. “Eu vou presidir a CPI, a sociedade me conhece”, disse, indicando que a disputa pode evoluir para um embate institucional mais amplo dentro do Legislativo estadual.

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