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Santuário de Elefantes Brasil pede à Sema revisão de suspensão após proibição de novos resgates

As fêmeas que ocupam atualmente o Santuário dos Elefantes Brasil, se adaptando ao ambiente natural da Chapada dos Guimarães-MT. Foto: Rogério Assis

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Após quase um mês da proibição de recebimento de novos elefantes, o Santuário de Elefantes Brasil (SEB) protocolou uma manifestação administrativa solicitando que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) reconsidere a decisão. A suspensão foi determinada em 23 de dezembro de 2025, após a morte de duas elefantas africanas em um intervalo de cerca de três meses, e deu prazo de 60 dias para apresentação de documentos que explicassem a mortalidade.

Em publicação nas redes sociais, no dia 7 de janeiro, o Santuário afirmou que as exigências documentais feitas pela Sema têm um nível elevado, acima do praticado por outros órgãos ambientais da América do Sul. A instituição reforçou que os animais chegam ao local após anos de cativeiro, maus-tratos e negligência com a saúde, o que aumenta o risco de complicações. “Sugerir que o santuário seja responsável pela morte de elefantes que chegaram em estado de saúde comprometido após décadas em zoológicos é tão absurdo quanto culpar uma instituição de cuidados para idosos pela morte de alguém aos 80 anos”, diz o texto.

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Segundo informações obtidas pela Folha de São Paulo, a manifestação administrativa foi protocolada na última terça-feira (20). No documento, o SEB pede que a Sema reconheça a ausência de risco sanitário e reveja a proibição, afirmando já ter entregue os documentos solicitados. “Não há auto de infração ambiental, não há laudo técnico contemporâneo que identifique risco sanitário atual, não há foco epidemiológico ativo ou dano ambiental comprovado”, sustenta a instituição.

Além disso, o Santuário lançou um abaixo-assinado pedindo que mortes de elefantes em outras instituições sejam investigadas com o mesmo rigor aplicado ao SEB e informou ter ajuizado uma ação civil contra o biólogo e influenciador Henrique Abrahão Charles, conhecido como Biólogo Henrique, por supostas informações ofensivas e difamatórias. Procurada nesta sexta-feira (23), a Sema-MT não se manifestou sobre os novos desdobramentos.

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