Apesar de avanços recentes, Mato Grosso apresenta falhas significativas nas políticas de proteção às mulheres, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O levantamento, apresentado nesta quinta-feira (11) na Câmara Setorial Temática de Enfrentamento ao Feminicídio da Assembleia Legislativa, apontou ausência de orçamento próprio, problemas de planejamento e falta de estrutura nos municípios.
A auditora Simoni Gim destacou que, embora existam políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, “ficam óbvias deficiências que precisamos identificar para que elas possam ser realmente mais efetivas no estado”. A análise visa propor melhorias e fortalecer as ações de prevenção e proteção.
A delegada Mariel Antonini reforçou que o estado tem avançado, com criação de delegacias especializadas, núcleos de atendimento e projetos de proteção. Segundo ela, “com a publicação do Plano de Metas para Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e a criação da rede estadual, serão desenvolvidas políticas públicas nas áreas de educação, saúde, assistência social, segurança e comunicação”.
A presidente da CST, Edna Sampaio, enfatizou a importância de ações preventivas, alertando que “atuamos muito mais quando a violência já está instalada, quando o corpo já é uma estatística… queremos políticas públicas permanentes e ações voltadas à prevenção”. O foco é fortalecer a rede de proteção e garantir que medidas efetivas cheguem a todas as mulheres do estado.




































