A oficialização do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República, anunciada no fim de semana pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, repercutiu entre lideranças políticas de Mato Grosso. O movimento surpreendeu parte da direita e gerou avaliações divergentes na Assembleia Legislativa.
O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), classificou Flávio como um nome expressivo dentro do campo conservador. “É um candidato da direita, uma candidatura importante. Eu acreditava que seria outra pessoa pelo PL, mas é um nome forte. O PL é um partido estruturado em Mato Grosso e essa candidatura tende a vir robusta”, afirmou.
Já o deputado Júlio Campos (União Brasil) disse que a decisão provocou um “sacolejo” no cenário nacional. Apesar de considerar Flávio um político “equilibrado”, ele avalia que a falta de capilaridade pode dificultar a consolidação da pré-candidatura. “A direita esperava que o escolhido fosse Tarcísio de Freitas. Havia consenso entre PL, Republicanos, União Brasil e Podemos para uma grande frente.” Para o parlamentar, a indicação pode funcionar como “candidatura provisória para fazer negociações”.
Na oposição, o deputado Lúdio Cabral (PT) avaliou o anúncio como uma estratégia do grupo bolsonarista para influenciar votações no Congresso. “As movimentações da extrema-direita são ruins e nocivas à democracia. O lançamento da pré-candidatura do Flávio Bolsonaro é uma chantagem do clã Bolsonaro ao Centrão para aprovar a dosimetria e a anistia”, criticou.


































