Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

PL de Medeiros quer afastar de vez assassinos do convívio com filhos e fechar portas para famílias de agressores

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

publicidade

Projeto endurece regras e impede que parentes do autor do crime assumam guarda das crianças, evitando nova onda de traumas

 

O deputado federal José Medeiros (PL) apresentou o Projeto de Lei 5.724/2025, uma proposta que promete estremecer a legislação de proteção à infância. A iniciativa determina a retirada automática do poder familiar de qualquer responsável que tente ou consuma homicídio contra o outro genitor — um cenário brutal que frequentemente deixa crianças presas entre o luto e o medo.

 

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e vai além: bloqueia qualquer chance de o agressor ou seus familiares assumirem guarda, tutela ou até mesmo convivência com os filhos da vítima. A intenção é impedir que menores já devastados pela perda sejam entregues justamente ao círculo de quem causou a tragédia.

 

Para Medeiros, permitir isso — como ainda ocorre em diversas brechas legais — é expor crianças a revitimização, constrangimentos e um ambiente emocionalmente corrosivo. “Submeter essas crianças ao convívio com a família do agressor e, em alguns casos, ao risco de contato com o próprio autor do crime, é uma afronta à dignidade humana e à justiça”, afirmou o parlamentar.

Leia Também:  Seduc reforça diálogo com professores e estudantes em visitas técnicas no Polo Sinop

 

A proposta estabelece ainda que a prioridade absoluta de guarda deve ser da família da vítima, desde que assegurado o melhor interesse da criança e após avaliação técnica rigorosa. Parentes do agressor só poderão assumir responsabilidade em casos raríssimos, e apenas se comprovado que não oferecem qualquer risco.

 

O projeto também obriga o Judiciário a garantir acompanhamento psicossocial, atendimento psicológico e suporte educacional, reconhecendo que essas crianças são vítimas indiretas de violência doméstica — e carregam cicatrizes profundas.

 

Para Medeiros, a medida é um passo decisivo para impedir que a violência continue a se repetir nas sombras da lei: “O Estado precisa agir para proteger integralmente esses menores e romper esse ciclo devastador.”

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade