A empresária do ramo fitness, Lara Fabia Ribeiro de Oliveira, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça de Mato Grosso e foi liberada na última terça-feira (11), após ficar três meses detida. Lara foi apontada pela polícia como a mandante do sequestro e tortura de sete pessoas, incluindo um recém-nascido, em Sorriso, cidade a 420 km de Cuiabá. A decisão, proferida pelo juiz Rafael Depra Panichella, substituiu a prisão de Lara por medidas cautelares, como a obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça e a proibição de contato com as vítimas ou outros investigados.
O crime que resultou na prisão de Lara teria sido motivado por vingança, após uma das vítimas, ex-funcionária da empresária, vencer uma ação trabalhista contra ela. De acordo com as investigações, os sequestradores chegaram a ameaçar incendiar o bebê para forçar a mãe a desistir do processo judicial. Durante as investigações, Lara foi identificada como uma das principais responsáveis pelo crime, sendo presa junto a outros seis suspeitos, entre eles seu namorado, Guilherme de Almeida Iung.
Apesar da liberação de Lara, outros quatro envolvidos no crime, incluindo seu pai, Valmir de Oliveira, permanecem presos. O juiz justificou a continuidade da prisão desses suspeitos devido à gravidade dos crimes e à ameaça à ordem pública. O sequestro e tortura ocorreram dentro da residência das vítimas, que foram agredidas e forçadas a entrar no próprio carro antes de serem abandonadas na BR-163. A polícia encontrou evidências importantes, como armas e celulares, durante as investigações.
O caso, que causou grande comoção na cidade, é caracterizado pela polícia como um crime premeditado, em que os agressores, membros de uma facção criminosa, usaram extrema violência para forçar as vítimas a desistirem da ação judicial. A família conseguiu fugir e buscar ajuda após ser libertada, denunciando o crime à Polícia Militar, que iniciou as investigações que culminaram na prisão dos suspeitos.



































