Santa Catarina celebra hoje dois sinais positivos de ambição econômica — a retomada das exportações para a Argentina e o crescimento recorde de abertura de empresas — ao mesmo tempo que reforça o cuidado com o estado de alerta na infraestrutura de defesa civil. O estado que quer liderar precisa tanto capturar novos mercados quanto proteger o que já conquistou. Hoje o teste é converter oportunidade em resultado — antes que o tempo ou o acaso cobrem o atraso.
ECONOMIA – Exportações catarinenses para a Argentina disparam 25,2% no ano
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) divulgou que as exportações catarinenses para a Argentina cresceram 25,2% no acumulado do ano, atingindo US$ 746 milhões entre janeiro e outubro.
A recuperação da economia argentina, aliada à logística favorável de SC (fronteira, idioma, cultura), aparece como vantagem competitiva.
Mas atenção: crescimento externo exige cadeia interna forte — frete, câmbio, embalagem, matéria-prima. Se algum elo falhar, o salto vira tropeço.
ECONOMIA – SC bate recorde de abertura de empresas: mais de 256 mil no ano
Segundo dados publicados pelo governo estadual, Santa Catarina ultrapassou a marca de 256 mil empresas abertas entre janeiro e outubro de 2025, número histórico para o estado.
O movimento reafirma o espírito empreendedor catarinense e sugere que o ambiente de negócio local está aquecido.
No entanto, abrir empresa não basta — o desafio é mantê-la viva, competitiva e com acesso a crédito e mercado.
DEFESA CIVIL – Governo anuncia mais de R$ 23 milhões em investimentos para Proteção e Defesa Civil no Vale
O Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SEDEC/SC) recebeu anúncio de mais de R$ 23 milhões em investimentos para o Vale do Itajaí, focados em prevenção, sistemas de alerta e infraestrutura para redução de risco.
A medida reforça que o estado reconhece sua vulnerabilidade a desastres naturais.
Mas executar é diferente de anunciar — prever e acionar são etapas que ainda exigem agilidade.
EM RESUMO:
Hoje, Santa Catarina caminha por três eixos: expansão externa, empreendedorismo interno e preparo para riscos.
O estado exporta mais, cria mais empresas e investe na sua proteção — tudo sinais positivos.
Mas o avanço não vale se os fundamentos não acompanharem: logística, suporte empresarial e execução de infraestrutura são os “poréns” desse momento.
Se SC quiser transformar elevação em sustentabilidade, precisa parar de apostar só na maré boa — e começar a construir contraforte.






















