MATO GROSSO

Confrontos a tiros com facção e destruição em massa marcam avanço da desintrusão na Terra Indígena Sararé

publicidade

publicidade

Imagens de câmeras corporais mostram o momento em que policiais trocam tiros de fuzil com garimpeiros ilegais ligados à facção Comando Vermelho, durante a Operação Xapiri, na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (483 km de Cuiabá). A ação ocorreu na última quinta-feira (25) e faz parte de uma ofensiva do governo federal contra o garimpo ilegal em território indígena.

“Respira. Respira. O pior já passou”, diz um dos agentes em meio ao confronto. Nos túneis usados por criminosos, foram encontrados galões de gasolina, kits de internet via satélite Starlink, bunkers com armamentos e até cerveja. Em menos de uma semana, foram registrados três embates diretos com garimpeiros armados. Dois deles aconteceram no domingo (28) e segunda-feira (29), com apoio da Polícia Federal. Um homem e uma mulher ficaram feridos. Nenhum policial foi atingido.

Segundo o delegado Rodrigo Aguiar, o garimpo operava com minas cavadas de forma rudimentar, com risco constante de desmoronamento. Os túneis também serviam de esconderijo para criminosos. Parte do grupo investigado tem ligação direta com a destruição na Terra Yanomami, em Roraima. Em outro ponto da Sararé, o Garimpo do 14, houve confronto semelhante há um ano, cinco pessoas morreram na ocasião.

Leia Também:  Operação da Polícia Civil desarticula esquema familiar de "tráfico delivery" em Alto Araguaia

A operação já destruiu mais de 160 escavadeiras, motores, geradores e estruturas de apoio usadas na exploração ilegal. Desde 2023, são mais de 460 escavadeiras neutralizadas só em Sararé. Dos 67 mil hectares da terra indígena, mais de 3 mil já foram devastados. A estimativa é de que cerca de dois mil garimpeiros e membros de facções criminosas ainda estejam atuando na região. A desintrusão segue sem prazo para terminar.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade