A última declaração do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, joga luz sobre a polêmica envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, patrimônio histórico e referência na saúde de Mato Grosso. Avaliada inicialmente em R$ 78 milhões para leilão, a unidade hospitalar não atraiu interessados nem quando o valor caiu para R$ 39,1 milhões e segundo o presidente “Esse imóvel não vale nem R$ 20 milhões.”
Para Sérgio Ricardo, não há risco de fechamento do hospital, mas ele foi categórico sobre a venda que está praticamente descartada e a saída deve vir do poder público. “É por esse valor reduzido que será negociado, e por isso não será vendido. A negociação terá que ser feita pelo governo ou pela prefeitura”, disse, reforçando que o peso histórico da Santa Casa está muito além dos números frios do mercado.
Sérgio Ricardo destacou que o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, já demonstrou interesse em comprar o prédio por até R$ 25 milhões. “A Santa Casa vai acabar sendo comprada pela Prefeitura ou pelo Governo do Estado. Ninguém tem interesse em fechar o hospital”, afirmou.
O presidente do TCE, no entanto, fez um alerta que a venda não será suficiente para quitar os cerca de R$ 300 milhões em dívidas trabalhistas da unidade. “Os servidores têm direito de receber, mas a Santa Casa infelizmente não tem patrimônio suficiente para cobrir esse valor. Não será com a venda que se conseguirá pagar os funcionários”, ressaltou.
Para Sérgio Ricardo, a Santa Casa segue sendo essencial para a sobrevivência do próprio centro de Cuiabá. “Só o que vai funcionar ali é a Santa Casa. Todo o centro da cidade já está totalmente abandonado, e aquela região também ficará se não houver o hospital”, alertou.
Enquanto isso, Governo do Estado e Assembleia Legislativa acompanham o impasse em torno da venda do imóvel e reforçam a necessidade de uma solução urgente. A expectativa é de que as negociações avancem não apenas para garantir a manutenção dos atendimentos, mas também para viabilizar uma saída concreta às dívidas trabalhistas que se arrastam há anos.






























