O biomédico Igor Phelipe Gardés Ferraz, sócio e responsável técnico do laboratório BioSeg Saúde e Segurança do Trabalho, acusado de falsificar exames de pacientes, foi solto pela Justiça. A decisão da juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Justiça 4.0, atende a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso. Igor estava preso desde 15 de agosto, após a Operação Contraprova, e cumpria detenção no Centro de Ressocialização Industrial Ahamenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
Em decisão desta quarta-feira (3), a juíza afirmou que, embora o acusado ainda represente risco ao processo, especialmente quanto à preservação de provas e possibilidade de novos crimes, medidas cautelares serão suficientes para controlá-lo.
“Muito embora permaneça o risco processual, notadamente quanto à preservação da prova e à prevenção de reiteração delitiva, é possível mitigá-lo por meio de imposição de outras medidas cautelares, que imponham controle próximo da rotina do indiciado e barreiras efetivas de contato com pessoas e ambientes sensíveis à investigação”, destacou a magistrada.
O Ministério Público pediu a liberdade do biomédico, alegando que a prisão poderia atrasar a fase pré-processual e causar constrangimento ilegal. A juíza Edna Coutinho acatou o pedido, mantendo, porém, a suspensão do registro profissional de Igor. Ele ficará sujeito ao uso de tornozeleira eletrônica, deverá comparecer mensalmente em juízo, não poderá sair da cidade sem autorização, entregar o passaporte à Polícia Federal, e está proibido de frequentar o laboratório BioSeg ou manter contato com outros investigados.
A Operação
Durante a Operação Contraprova, deflagrada pela Polícia Civil em 15 de agosto, o biomédico Igor Phelipe foi preso acusado de falsificar exames laboratoriais. Sócio e responsável técnico do laboratório BioSeg Saúde e Segurança do Trabalho, com sedes em Cuiabá, Sorriso e Sinop, ele teria coletado materiais biológicos de pacientes, descartado sem análise e emitido laudos falsos. O laboratório realizava exames de covid-19, toxicológicos e para doenças como sífilis, HIV e hepatites, atendendo órgãos públicos, clínicas e pacientes particulares.
Além de Igor Phelipe, outros dois sócios da BioSeg, Bruno Cordeiro Rabelo e William de Lima, foram alvo da Operação Contraprova, mas não chegaram a ser presos, cumprindo apenas mandados de busca e apreensão. Os três foram indiciados por estelionato, falsificação de documento particular e associação criminosa, enquanto a investigação sobre o esquema segue em andamento.


































