MATO GROSSO

Abílio diz que ensino superior em universidades públicas sofre com precariedade e cita UFMT

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Dias após repercussão do vídeo em que aparece corrigindo estudantes da rede estadual, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a atacar a qualidade do ensino brasileiro. Em entrevista concedida nesta terça-feira (19), na Câmara de Vereadores, ele afirmou que até o ensino superior em universidades públicas sofre com precariedade. “A faculdade pública no nosso estado, por exemplo, seja uma bosta, como a UFMT tem sido”, declarou.

A fala gerou forte reação, tanto pela forma como foi feita quanto pela crítica direta à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), instituição criada na década de 1970 e referência em graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado gratuitos. A mesma universidade tem em seu corpo docente a professora Maria Inês da Silva Barbosa, que recentemente foi constrangida pelo prefeito por utilizar pronome neutro em evento da saúde promovido pela prefeitura.

Durante a entrevista, Abilio reiterou que o ensino fundamental não garante sequer o aprendizado de operações matemáticas básicas e do português correto. “A nossa educação no nível estado e município está de péssima qualidade. E muita das vezes alguém vai falar: ‘mas nós estamos em oitavo lugar no nível Brasil’. Você vê como o Brasil tá ruim também”, disse, criticando ainda o governador Mauro Mendes (União) por enaltecer o resultado.

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Segundo o prefeito, políticas educacionais aplicadas nas últimas décadas, como as associadas ao educador Paulo Freire, não trouxeram avanços. “Não tem do que se vangloriar […]. Isso mostra que a política Paulo Freire não funcionou. Então precisamos repensar qual é a política adequada. Nós temos que voltar ao básico”, argumentou.

Na avaliação de Abilio, o modelo atual prejudica alunos de escolas públicas, que acabam dependendo do Fies para cursar faculdades privadas — muitas vezes de Ensino à Distância (EAD) e de baixa qualidade —, enquanto estudantes de escolas particulares conseguem acesso às universidades públicas. Ele afirmou que Cuiabá e o governo do Estado buscam alternativas conjuntas para melhorar a educação na rede.

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