O juiz Francisco Ney Gaiva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou nesta segunda-feira (21) o pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réus os agricultores Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi pela morte do advogado Renato Gomes Nery, assassinado a tiros em 5 de julho de 2024, em frente ao próprio escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Segundo a denúncia, Julinere e Cesar são apontados como mandantes do crime. Ela seria a autora intelectual e coordenadora do assassinato; ele, o responsável pela articulação financeira. Ambos passam a responder por homicídio qualificado, por motivo torpe, uso de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravante por Nery ter mais de 70 anos. Eles também são acusados de integrar organização criminosa.
O MP descreve o crime como resultado da atuação de uma “estrutura criminosa organizada”, com núcleos de comando, intermediação, execução e obstrução. A motivação estaria ligada à vitória judicial de Nery em uma disputa fundiária que contrariava os interesses do casal.
Além dos mandantes, o processo envolve outros réus: Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, que atuaram como intermediadores e fornecedores da arma, e Alex Roberto de Queiroz Silva, executor dos disparos. Um quarto grupo teria agido para ocultar a arma e atrapalhar as investigações.
O pedido de aditamento da denúncia foi assinado pelos promotores Rinaldo Segundo, Vinicius Gahyva Martins e pela promotora Élide Manzini de Campos.

























