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Ciência e Meio Ambiente

Governo federal lança parque científico e tecnológico do Alto Solimões para estimular a bioeconomia

Lançamento do Parque Tecnológico do Alto Solimões articula ciência, inovação e saberes tradicionais (Foto: Divulgação / Secom-MIDR)

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Iniciativa promete estimular jovens, ampliar a renda e promover a inovação no coração da Amazônia, na tríplice fronteira com Colômbia e Peru.

 

Por Humberto Azevedo

 

O governo federal lançou nesta última terça-feira, 15 de julho o Parque Científico e Tecnológico do Alto Solimões (PaCTAS), que é uma iniciativa estratégica que integra ciência, tecnologia, saberes tradicionais e inovação para impulsionar o desenvolvimento sustentável na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

 

O lançamento representa um novo marco para a bioeconomia amazônica, com foco na valorização da sociobiodiversidade e no fortalecimento das cadeias produtivas locais. Durante o evento, realizado em Tabatinga (AM), foi inaugurada a sala PaCTAS, espaço instalado na sede da prefeitura municipal que funcionará como núcleo de articulação institucional e planejamento territorial.

 

Outra novidade é a oferta de 500 vagas em cursos profissionalizantes, voltados à formação de jovens locais para atuação nas cadeias da bioeconomia. Fruto de parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o PaCTAS conta com investimento inicial de R$ 2,5 milhões e já nasce estruturado com um portfólio de ações concretas voltadas à formação de jovens, ao empreendedorismo sustentável e à articulação de políticas públicas inovadoras no Alto Solimões.

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O PaCTAS reúne laboratórios de pesquisa aplicada, centros de inovação, incubadoras de negócios sustentáveis e ações de formação profissional, criando uma rede integrada voltada para os desafios e potencialidades da Amazônia. Entre os destaques está a InPaCTAS, incubadora que apoia jovens empreendedores em projetos baseados nos ativos da biodiversidade local, como fitoterápicos, alimentos regionais e cosméticos naturais.

 

Também foi lançado o Caderno Técnico – Panorama da Sociobiodiversidade da Região do Alto Solimões, elaborado em parceria com o Instituto Natureza e Cultura da UFAM e o Programa Fulbright Amazônia. O documento oferece um diagnóstico inédito sobre as cadeias produtivas de municípios como Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte.

 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) garantiu um repasse de R$ 3,5 milhões para a expansão das ações estruturantes do PaCTAS. A parceria contempla apoio direto a cadeias como a fruticultura (via JUTAHICOOP), o extrativismo (APROCAM) e a produção de açaí (MAPANA), reforçando a geração de trabalho, renda e alternativas sustentáveis em comunidades amazônicas.

 

“Essa iniciativa trará impactos concretos para diversas comunidades locais, protegendo nossa juventude e fortalecendo as bases de um desenvolvimento mais justo e seguro. Além do crime organizado e do uso de drogas, outro problema trágico é o êxodo para as capitais por falta de oportunidades de emprego e renda, gerando desordenamento territorial, subemprego e marginalização nas áreas urbanas”, explicou Vitarque Coelho, coordenador-geral de gestão do território do MIDR.

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As ações integram a Estratégia BioRegio, coordenada pelo MIDR, e o Programa Fronteira Integrada, que busca transformar áreas de fronteira em territórios de cooperação produtiva e desenvolvimento conjunto com países vizinhos.

 

O lançamento do PaCTAS também marcou o início da Rede de Inovação do Território PaCTAS, com participação de instituições dos três países da tríplice fronteira. A articulação conta com apoio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência Norueguesa para Cooperação e Intercâmbio (NOREC), por meio da Rede Amazônica de Iniciativas Sociobioeconômicas (RAIS).

 

Também foram apresentadas as plantas e os croquis dos novos laboratórios do PaCTAS, além do projeto do Centro MAPATI — estrutura voltada à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos da biodiversidade regional.

 

Com informações de assessoria.

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