Fazer queimadas sem controle pode causar prejuízos graves e, muitas vezes, irreversíveis ao meio ambiente. A prática reduz a cobertura vegetal, diminui significativamente a fertilidade do solo, compromete a qualidade do ar e afeta diretamente a saúde da população, principalmente por meio de doenças respiratórias. Mesmo diante de tantos alertas e tragédias anunciadas, ainda é comum presenciar focos de incêndio em diversas regiões do Brasil. Enquanto isso, os discursos oficiais se repetem: promessas de reuniões, criação de brigadas, ações com voluntários e projetos que raramente saem do papel. A população está cansada do “blá-blá-blá” dos governos — Federal, Estadual e Municipal — que sempre terceirizam a culpa, seja para os fatores climáticos, como o El Niño, seja para a própria população.
É preciso frisar: o uso indiscriminado do fogo é crime ambiental, e quem o pratica pode ser responsabilizado legalmente. Além dos prejuízos econômicos e ambientais, as queimadas afetam profundamente nossa biodiversidade, destruindo plantas nativas, matando microrganismos essenciais à saúde do solo e colocando em risco inúmeras espécies animais, fundamentais para o equilíbrio ecológico. Essa prática ancestral de usar o fogo para preparar o solo ainda persiste em muitas regiões como herança cultural. No entanto, é urgente repensar esse hábito. Para que as queimadas deixem de fazer parte do cotidiano, é necessário começar por atitudes simples: não queimar o lixo doméstico, não usar fogo para limpar quintais e, principalmente, entender que folhas secas não são sujeira, mas sim um excelente adubo orgânico.
Transformar os resíduos da cozinha em compostagem, utilizando folhas e terra, é uma forma inteligente e sustentável de cuidar do solo e reduzir o impacto ambiental. Queimar lixo ou entulho não é solução — é destruição. As queimadas comprometem também a qualidade das águas, com a destruição de matas ciliares que protegem rios, córregos e nascentes. O resultado são mananciais mais poluídos, perda de biodiversidade aquática e escassez hídrica. Além disso, a umidade relativa do ar despenca a níveis alarmantes. Em setembro de 2024, Cuiabá registrou apenas 7% de umidade, com temperaturas que chegaram aos 44 °C — um cenário extremo, impulsionado pelo desmatamento e pelas queimadas.
O impacto vai além do ambiente: os hospitais e unidades de saúde ficam lotados de crianças e idosos com problemas respiratórios. A fumaça agrava doenças pré-existentes e impõe um sofrimento silencioso à população. Portanto, é hora de agir. Coloque a mão na consciência, reflita sobre o que estamos fazendo com o nosso planeta e adote uma postura responsável. As queimadas não são solução. São destruição. E só a conscientização coletiva poderá frear esse ciclo de tragédias anunciadas.















