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Obra no Parque da Quineira começa a sair do papel, mas comunidade quer garantias

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O anúncio da revitalização do Parque Natural Municipal da Quineira, em Chapada dos Guimarães, trouxe esperança, mas também levantou questionamentos sobre a execução do projeto. A Secretaria de Infraestrutura (Sinfra-MT) publicou o edital de licitação nº 54/2025, prevendo um investimento de R$ 13 milhões em obras de requalificação. Embora a iniciativa seja vista como positiva, lideranças comunitárias e ambientais cobram transparência nos processos e garantias de que as intervenções não comprometerão o equilíbrio ecológico de uma das áreas verdes mais importantes da cidade.

 

O projeto inclui a construção de mirantes, passarelas e sinalização turística, tudo com um orçamento estimado em R$ 13 milhões. No entanto, especialistas em gestão pública questionam a proporcionalidade dos gastos e pedem fiscalização rigorosa da execução orçamentária. Observar se os recursos serão aplicados com transparência e se os contratos atenderão às normas de licitação é fundamental para garantir que o investimento público gere benefícios reais.

 

Mesmo com a garantia de que o processo licitatório segue as normas vigentes, especialistas em obras públicas alertam para a importância de monitoramento constante. Mato Grosso já enfrentou casos anteriores de sobrepreço, aditivos abusivos e atrasos em contratos de infraestrutura. Por isso, é fundamental que órgãos de controle e a população acompanhem de perto as etapas do certame nº 54/2025 e a execução do contrato após a contratação da empresa vencedora.

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Embora o prefeito celebre a publicação do edital como um marco, lideranças comunitárias lembram que a revitalização da Quineira é uma promessa antiga, frequentemente retomada em discursos, mas sem resultados concretos ao longo dos anos. A população cobra que, desta vez, o projeto não fique restrito a falas oficiais e promessas de palanque, e que haja um cronograma transparente, com fiscalização constante e participação da sociedade civil.

 

A previsão de que as obras comecem “em breve”, logo após a licitação, soa otimista e imprecisa. Especialistas em gestão pública lembram que, entre a assinatura de contrato e o início efetivo das obras, há etapas complexas como licenciamento ambiental, adequações de projeto e mobilização de equipes. Sem um cronograma público e metas definidas, a expectativa de início rápido pode frustrar a população e enfraquecer a credibilidade institucional.

 

Com a revitalização prometendo consolidar a Quineira como referência regional, cresce também a responsabilidade de fiscalizar os impactos dessa transformação. Órgãos ambientais e entidades civis cobram a implementação de indicadores claros de desempenho ambiental e social, além de um sistema permanente de avaliação da qualidade do ecoturismo praticado. A “evolução” do patrimônio só será legítima se acompanhada de responsabilidade e transparência

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