O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou, nesta quarta-feira (18), a repercussão dos casos de feminicídio em Mato Grosso, ao afirmar que crimes contra homens não recebem a mesma atenção. A declaração foi feita nos corredores da Assembleia Legislativa, após ser questionado sobre o aumento das mortes de mulheres no estado.
“Semana passada, uma mulher matou um homem também a facadas aqui. Pouco se fala sobre isso. Também aconteceu isso em Rondonópolis, não tem muito tempo. Isso é feminismo?”, questionou o parlamentar. Segundo dados do Sinesp, entre janeiro e maio de 2025, o estado registrou 18 feminicídios — alta de 28,57% em relação ao mesmo período do ano passado.
Cattani, que perdeu a filha Raquel Cattani em um caso de feminicídio em 2024, atribuiu os crimes à desestruturação familiar. “Nós temos que ver o porquê que isso acontece. No meu entendimento, é uma questão familiar”, disse. A produtora rural foi assassinada com 34 facadas durante o processo de separação do ex-marido, que é réu no caso.
Ao comentar os casos, o deputado defendeu relações duradouras como forma de evitar tragédias. “Eu não consigo me ver sem a minha esposa. Estamos juntos há mais de 30 anos. Isso tem que ser preservado”, afirmou. Ele completou dizendo que todo cidadão tem direito de terminar um relacionamento, mas “de forma amigável”.































