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Atendimento superdotados é debatido na Alesc

Atendimento superdotados é debatido na Alesc
Atendimento superdotados é debatido na Alesc

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Contexto da audiência

A Comissão de Educação da Alesc promoveu nesta terça-feira (27) uma audiência pública sobre o atendimento superdotados. Na ocasião, pais, professores e especialistas alertaram para falhas na rede escolar. Além disso, destacaram a falta de capacitação de educadores para identificar alunos com altas habilidades.

Desafios do diagnóstico e capacitação

Os participantes ressaltaram que poucas escolas treinam professores para reconhecer superdotação. Portanto, muitos estudantes não recebem estímulos adequados. No entanto, a legislação vigente ainda complica a adoção de políticas específicas em sala de aula. Além disso, especialistas pediram investimentos na formação multidisciplinar, envolvendo psicólogos, pedagogos e gestores.

Infraestrutura e legislação

Segundo educadores, as estruturas atuais não atendem à demanda. As salas de recursos existem em número reduzido e concentram-se em regiões centrais. Dessa forma, alunos de áreas rurais ficam desamparados. Além disso, escolas particulares costumam alegar falta de recursos para oferecer atividades desafiadoras. Por isso, a audiência defendeu a revisão das normas e a criação de diretrizes mais claras.

Encaminhamentos propostos

Ao final, a deputada Luciane Carminatti sugeriu um plano de ação com as prioridades definidas no encontro. Esse planejamento reunirá representantes de universidades, Ministério Público, governo estadual e alunos. Assim, o grupo poderá monitorar políticas futuras de atendimento superdotados. Além disso, o deputado Fernando Krelling confirmou que a frente parlamentar trabalhará em conjunto com a Comissão de Educação para garantir recursos e capacitação.

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Dados alarmantes

Dados de 2024 mostram que apenas 2.836 de 1,8 milhão de estudantes foram identificados com superdotação. Esse número tende a ser subestimado, segundo Ludmille Garcia de Almeida, presidente da Associação Catarinense para Altas Habilidades. Dessa forma, a escola deve buscar ativamente esses alunos, pois ferramentas de diagnóstico existem e precisam ser usadas.

Compromisso com a qualidade

Jeane Probst Leite, da FCEE, afirmou que a fundação segue as diretrizes do MEC e investe em capacitação. Contudo, ela reconheceu que é necessário ampliar a efetividade dessas políticas. Por fim, o representante da SED, Anderson Floriano, reforçou a importância de formar professores e manter a capacitação contínua.

Dessa forma, a audiência na Alesc colocou o atendimento superdotados como prioridade na agenda educacional de Santa Catarina.

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