CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Sem expressão

Simone Tebet perde quase todos seus auxiliares de alto escalão

Nos bastidores se comenta que a razão dos quatros assessores de Tebet deixarem seus postos no Ministério do Planejamento seria "falta espaço para articulação política dentro do governo Lula". (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

publicidade

Insatisfações com dinâmicas de governo colaboram para saídas a pedido, segundo apuração da CNN.

 

Por CNN Brasil

 

Para assistir a reportagem exibida pela CNN Brasil, clique aqui.

 

Dentre os seis auxiliares de “alto escalão” nomeados pela ministra Simone Tebet para o Planejamento e Orçamento (MPO) no início do governo Lula 3, apenas um permanece no cargo dois anos e quatro meses mais tarde: o secretário-executivo, espécie de número 2 da pasta, Gustavo Guimarães.

 

Todos os demais secretários: Sérgio Firpo (Monitoramento e Avaliação), Renata Amaral (Assuntos Internacionais), Leany Lemos (Planejamento), Paulo Bijos (Orçamento) e Totó Parente (Relações Institucionais) já deixaram seus postos. A saída mais recente foi a de Firpo, confirmada na quarta-feira, 29 de abril.

 

Já havia algum tempo que Firpo demonstrava vontade de deixar o cargo, disseram fontes à reportagem. A grande insatisfação é com relação à falta de convencimento do governo em conseguir traduzir as revisões em melhorias.

 

Segundo apuração da CNN, o secretário não foi o único a deixar o cargo insatisfeito com as dinâmicas de governo. Pessoas próximas ao dia a dia do Ministério indicam que a dificuldade para levar à frente agendas da pasta frustrou parte destes auxiliares e contou para as saídas a pedido.

Leia Também:  “A autoridade não se consegue sem prestígio, nem o prestígio sem instituição”, afirma vice-procurador da República na posse da nova diretoria da ANPR

 

Uma ala do Ministério também reclama — desde o início do mandato — do “imediatismo” que pauta o trabalho da pasta, minando a possibilidade de tocar agendas de médio e longo prazo. Por outro lado, fontes destacam a autonomia da equipe como uma característica marcante da gestão de Tebet.

 

Além disso, apesar do reconhecimento técnico da equipe escolhida por Simone Tebet, falta espaço para articulação política da pasta dentro do governo Lula.

 

As motivações das baixas são desde questões pessoais, indicação para o BID, assumir função no setor privado e convocação para retornar ao cargo de origem na Câmara dos Deputados. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O fato de a ministra ser filiada ao MDB contribui para o isolamento da área do Planejamento das negociações centrais e dificulta sua inserção nas decisões estratégicas do governo, que fica centrada em figuras como Gleisi Hoffmann, Rui Costa e Fernando Haddad — o “núcleo duro” em torno de Lula.

 

Oficialmente, Totó Parente deixou o cargo por questões pessoais; Renata Amaral foi para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Leany Lemos, para o setor privado; Paulo Bijos acabou convocado para retornar ao seu cargo na Câmara dos Deputados.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Slide anterior
Próximo slide

publicidade

Slide anterior
Próximo slide