De acordo com o líder do União Brasil no Senado, senador Efraim Filho, a federação partidária lançada nesta terça, 29 de abril, só definirá se manterá os ministros Celso Sabino e André Fufuca no governo Lula, ou se adotará de vez uma postura de independência e ou de oposição a partir de março de 2026.
Por Humberto Azevedo
Se o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), alcançar a preferência eleitoral e política dos brasileiros em no mínimo dois dígitos nas pesquisas, o político goiano será o candidato à Presidência da República pela federação partidária União Progressista (UP), que congrega tanto o União Brasil (UB), quantos os parlamentares dos Progressistas (PP), que foi lançada nesta última terça-feira, 29 de abril, em solenidade realizada no “São Negro” do Congresso Nacional, em Brasília.
Pelo menos esta avaliação é a do senador Efraim Filho (União Brasil-PB), líder do respectivo UB no Senado Federal. De acordo com ele, a federação partidária UP só definirá se manterá os ministros do Turismo, Celso Sabino, e dos Esportes, André Fufuca, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou se adotará de vez uma postura de independência e ou de oposição a partir de março de 2026. Até lá, os 109 deputados federais e 14 senadores da federação UP, continuarão exercendo seus mandatos em que alguns apoiam o governo e outros se declaram oposicionistas.
“O nome do governador Ronaldo Caiado foi aceito como pré-candidato em nome da federação com a missão de andar o Brasil, se viabilizar. Chegando a dois dígitos, a gente também [fará] essa avaliação da viabilidade eleitoral e poder ter o Caiado como candidato. Mas ele hoje foi recebido pelo anúncio da federação como pré-candidato da federação e com a missão de andar o Brasil e viabilizar a sua candidatura. E que nós acreditamos que ele tem um bom governo em Goiás, tem gestão, conhece a política e pode ser uma grande opção e alternativa para o Brasil”, avaliou Efraim após questionado pela reportagem do Grupo RDM.
“Eu acho que está bem claro que a federação tem alas de pensamentos distintos, como já existiam nos seus próprios partidos. Você tem alas dentro do União Brasil, como dentro dos Progressistas, que ocupam Ministérios e você tem outras alas que fazem uma oposição muito ferrenha”, complementou o líder do União Brasil no Senado.
DISPUTAS REGIONAIS

Efraim Filho, que é pré-candidato ao governo da Paraíba, comentou também como a federação UP irá decidir as disputas regionais que existem entre os filiados nas duas legendas. Segundo ele, “se chegar 2026 e não tiver solução, aí eles [da direção nacional] farão uma opção pelo comando da federação, por quem tiver mais viabilidade eleitoral”.
“Essa foi a solução do impasse. Para os estados onde não houve consenso, e a Paraíba é um deles, falo pelo meu estado, ficou a decisão postergada para que a direção nacional da federação, em 2026, faça uma análise de qual é o projeto político que tem mais viabilidade para poder ter o comando da federação. Lógico que a gente tem todo o ano de 2025 para poder conversar, dialogar e tentar obter um consenso. Hoje o PP está no campo do governo, o União Brasil tem um pré-candidato a governo pela oposição, então hoje é incompatível estarem juntos. Mas tem todo o ano de 2025 para conversar”, explicou.
“É por isso que a gente vai esperar até 2026 para entender qual o melhor projeto, porque a federação quer ganhar as eleições e para isso ela tem prazo para entender qual das duas opções significa maior viabilidade. (…) Na chapa proporcional, quem tiver filiado ao União e quem tiver filiado ao PP poderá disputar a eleição. Claro, passando em convenção e dentro do limite das vagas estabelecidas, aí não há problema”, acrescentou.
“Por exemplo, lá na Bahia, [que] não há alinhamento, não há problema. Você pode ter, naturalmente, posições pessoais, e isso aí vai de estado a estado e aí acho que, inclusive, num movimento como esse, posições pessoais terão de ser respeitadas. Mas o pensamento da federação vai ser um pensamento de agir em bloco”, finalizou.





















