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Zampieri era supostamente lobista no TJMT, aponta CNJ

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A Corregedoria determinou quebra de sigilo e instauração de reclamações disciplinares contra os magistrados

Marcelo Fin – RDM Online

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) informou que o advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023, atuou como lobista no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e esteve envolvido em um esquema de venda de decisões judiciais. Segundo o CNJ, Zampieri tinha proximidade com alguns magistrados e acabou envolvido em práticas ilícitas, mesmo em processos nos quais não atuava formalmente.

Nesta quinta-feira (1º), o Corregedor Nacional, ministro Luis Felipe Salomão, determinou o afastamento imediato dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, do TJMT. A decisão inclui a instauração de reclamações disciplinares contra os dois magistrados e a quebra de sigilo bancário e fiscal deles, além de servidores, dos últimos cinco anos.

As investigações indicam que os desembargadores podem ter recebido vantagens financeiras e presentes em troca de decisões específicas aos interesses de Zampieri. A Corregedoria também exige documentos essenciais para apurar os fatos e acompanha o caso de assassinato do advogado, que pode estar relacionado com essas decisões judiciais.

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O Ministério Público de Mato Grosso sugere que o assassinato de Zampieri pode ter conexões com as decisões judiciais manipuladas. Em maio, o CNJ solicita o compartilhamento das provas coletadas pela Polícia Civil, incluindo material do celular de Zampieri.

Os desembargadores têm 15 dias para apresentar a defesa prévia antes da possível abertura de um processo administrativo disciplinar.

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